Servidores que trabalhavam há 18 anos na Câmara Municipal de Imperatriz cumprem neste final de ano o último mês de trabalho na Casa de Leis. É que depois da realização do concurso público foram obrigados a deixarem suas funções, porque em janeiro os funcionários concursados no serviço público serão nomeados em seus lugares.
A atitude tomada pelo vice-presidente da Associação dos Municípios não foi surpresa para este colunista. A completa ausência da titular da AMRT já estava provocando afastamento dos prefeitos e, com eles, a autorização dos repasses mensais. Ocorre que a presidente, ao ser reeleita, simplesmente cruzou os braços, deixando a entidade à sua própria sorte e empenho dos outros diretores, no caso em questão o vice, Alex Santos, que assumiu a realização do Copão Maranhão do Sul e teve que arcar com todas as despesas e nem mesmo prestigiar os jogos a presidente teve coragem de ir.
Com o afastamento do vice-presidente, que ainda estava fazendo algo, como ficará a associação dos prefeitos? Seguirá o caminho do fim que a Associação dos Vereadores (Avesma) tomou e hoje não existe mais nem mesmo sede ou qualquer informação ou participação desta entidade nos assuntos relacionados aos municípios?
Com mais de quatrocentos filiados, a Avesma tinha tudo para se transformar numa das mais poderosas entidades políticas da região, contudo a inércia dos seus dirigentes a levaram ao esquecimento por completo. Quem poderia dizer com segurança quem é o presidente da Avesma?
Com o comando de Teresinha Machado, Milton Lopes, Joel Costa e ainda João Macedo, até que a Avesma funcionou ou pelo menos tinha endereço. Quando passou a ser comandada por Irmão Carlos, simplesmente desapareceu do mapa político e hoje ninguém sabe quem é o seu presidente.
Mesmo com o pouco apoio dos prefeitos, que deveriam ser os maiores interessados no fortalecimento da sua entidade, não se pode ficar aqui dizendo que tudo está bem. Não está e, se continuar neste ritmo, já já tende a mergulhar no esquecimento.
Dois anos depois do fim da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou grampos telefônicos, o Estado ainda não regulamentou interceptações telefônicas. Os equipamentos de rastreamento eletrônico, objeto da proposta de compra do Senado, ocupam espaço no relatório final da CPI. Pelo documento, a posse desse equipamento fora das forças de segurança pública do Estado deveria constituir crime, tipificado em um projeto de lei que ainda não foi aprovado.
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho, a polícia legislativa não tem competência legal para usar esse equipamento. “Hoje, o próprio Estado tem um monitoramento das escutas que ele faz e o uso dessa tecnologia. A polícia vai pedir autorização para quem e com que finalidade vai fazer essas interceptações?”, questiona.