A expectativa de advogados é de que sem Ayres Britto, que votou pela condenação de ambos, o resultado possa ser revertido. A análise de defensores dos réus é de que Zavascki votará pela absolvição, uma vez que já demonstrou disposição em alterar penas definidas no ano passado.
Em 2012, os ministros Rosa Weber, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski absolveram os acusados do crime de quadrilha. Pela condenação, votaram Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Joaquim Barbosa e Ayres Britto. Se Barroso e Zavascki seguirem a corrente dos que livraram os réus, Dirceu e Delúbio poderão escapar de cumprir pena em regime fechado, passando para o semiaberto, pois, neste caso, ficariam condenados somente por corrupção ativa.
Os três condenados que terão direito aos infringentes por lavagem de dinheiro, caso Celso de Mello vote pela validade deste recurso, são João Paulo Cunha (PT-SP), João Cláudio Genu e Breno Fischberg. Já os oito réus que poderão ser julgados novamente por formação de quadrilha são Marcos Valério, José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Kátia Rabello e José Roberto Salgado.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado o novo relator do processo do mensalão. Ele terá a responsabilidade de analisar e apresentar o primeiro voto sobre os embargos infringentes. Esse recurso permite que seja feito um novo julgamento nos casos em que o réu obteve pelo menos quatro votos pela absolvição. O novo relator já recebeu o primeiro embargo infringente, do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
Ficou decidido também que haverá prazo em dobro – 30 dias – para apresentação do recurso após a publicação da decisão relativa ao julgamento dos embargos de declaração. O STF tem prazo de dois meses a contar de 5 de setembro para fazer a publicação.
O ministro Marco Aurélio antecipou que, publicado o acórdão, as penas podem começar a ser cumpridas, inclusive no caso dos réus que têm direito a novo julgamento em algumas de suas condenações. “Selada a culpa quanto àqueles crimes em que não houve quatro votos a favor da defesa, poderão ser alcançados pelo mandado de prisão”.
A cerimonialista Mara La Rocque confirmou ontem que está propensa mesmo a assinar ficha de filiação a um partido que esteja apoiando o nome da deputada Eliziane Gama ao governo do estado. Como no momento não há ainda uma clareza sobre quem estará com a parlamentar, fica evidente que Mara irá mesmo para o PPS de Luiz Porto e Sabino Costa. Mara La Rocque, que já foi candidata a prefeita e a deputada federal, pretende no ano que vem retornar às eleições como candidata a deputada estadual.
Já anunciam como certa a aliança entre o vice-prefeito Pastor Porto e o vereador Roma, sendo o primeiro candidato a federal e o segundo a estadual. Os dois precisam, antes de tudo, cair em campo nos municípios da região para conseguirem votos, além de Imperatriz. Somente a penetração eleitoral da cidade não os elegerá.