Como se sabe, é um veneno. Sua vítima mais famosa foi Sócrates, condenado à morte (segundo I. F. Stone em O Julgamento de Sócrates, Cia das Letras, 1988), por atentar contra a democracia ateniense. Discutível, cheiro de autoritarismo a posição defendida, visto que ao invés do governo do povo ou democracia, o filósofo pregava o governo “daquele que sabe”. Em resumo: Se somos, dotados de razão, quem melhor para saber gerir a nossa vida, que não nós mesmos? Talvez daí, as razões de Madeira, que se não imolou em Cícero “Como tudo seria diferente se vencessem na ...
Aqui é uma questão de administração e de recursos. Quem conhece Madeira sabe de sua sede pelo enfrentamento. Eleito prefeito em uma perspectiva, viu-se com outra. Defenestrado Jackson, restou a realidade de uma cidade sem planejamento, pior, sem recursos. O sentimento da política, da pedra em qualquer telhado é uma coisa, o senso da realidade administrativa onde todos querem respostas em forma de benefícios, do morador da Vila Machado ao morador dos Três Poderes e até de condomínios residenciais, outra. Buscar condições de sustentabilidade administrativa foi a opção tomada por Madeira.
Queiram ou não, os adversários do prefeito, principalmente os políticos em busca de mandato para o pleito de 2014, a escolha - resume Madeira - foi pela cidade. “Como gestor, tenho compromisso com ela, com todos os seus moradores. Trabalho não tem sigla partidária. Vá perguntar a quem necessita, seja o asfalto em sua porta ou o atendimento médico, se a pessoa escolhe quem manda? Ele quer é o benefício. E benefício para rico ou para pobre, antes de ser uma questão partidária, é o que é: um benefício”, repete sempre.
Passou despercebida (fora dos bastidores) a ausência do senador João Alberto no evento realizado pelo PMDB Jovem. Ouve quem atribuísse o fato à definição da escolha. Para estes, é fato que o candidato do partido é mesmo o secretário de Infraestrutura, Luís Fernando.
Para uns, não deixou de ser sintomática que, em sua fala, tenha Lobão definido sessenta dias para a possibilidade de ser ou não candidato. É muito cedo, lembrou um, ressaltando que a convenção para a escolha do candidato nem acontece este ano. Pode ser, mas o Governo, leia-se Sarney, até perde anéis para não perder os dedos, mas não perde por nomes. Prova disso foi a retirada de Sarney Filho em 1990, quando sua derrota para João Castelo era Pule de 10. Resta saber se para Lobão o raio cai duas vezes no mesmo lugar.
Quem acompanhou o noticiário mais recente sobre a Raposa Serra do Sol, terras tornada reserva indígena em Roraima não tem dúvidas, esse modelo de demarcação está ultrapassado, para índios e para quilombolas. Não há mais produção agrícola nem vastos arrozais, o gado está morrendo. Estradas precárias, pontes destruídas e energia que não chega para a maioria dos assentados. O atual sistema conduzido pela Funai está desgastado, gerador de exclusão social que é. Numa ponta, produtores expulsos da terra e sem o ressarcimento devido. Na outra, Brasil a fora, mais ao norte é possível ver, sem assist?ncia técnica, ...
No centro do turbilhão por conta de suas declarações homofóbicas e racistas, o deputado Pastor Feliciano, vem agora com um projeto de “cura gay”. Longe do mérito de doença ou opção, qualquer idiota sabe, que religião cura doenças emocionais, “doenças da alma”. O resto é teatro, como faz o Pastor que já disse ser candidato à presidência em 2014, condição possibilitada a qualquer um, desde que esteja quites com a Justiça Eleitoral.
Ao participar em São Paulo de ato durante o Dia dos Trabalhadores, o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, rejeitou a proposta feita pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, de indexar os salários à inflação. “Nós não temos condição nenhuma de aceitar, porque essa proposta é contra os trabalhadores e é contra o país, na medida em que induz a um clima de alta inflacionária”, disse.
Coriolano Miranda Rocha Filho (foto), passou a comandar a Redação depois de ter passado por praticamente todos os setores do jornal, como paginação, revisão e reportagem na área policial. Coló Filho, como é mais conhecido, saiu para trabalhar em O Estado do Maranhão, mas em 1987 voltou para O PROGRESSO, como correspondente em Açailândia, por quase um ano. Em julho de 1988, assumiu o lugar de Adalberto Franklin, então Editor Chefe.
Em dezembro de 1992, Coló Filho deixa o jornal para ser assessor de Comunicação do prefeito Renato Cortez Moreira. Ocupou o cargo por nove meses, tempo em que Renato passou na prefeitura, e cujo mandato foi interrompido por um assassino que o matou com dois tiros no dia 6 de outubro de 1993, no Mercado Bom Jesus. Em 1999, Coló Filho, que já estava de volta ao jornal como repórter, assumiu pela segunda vez a chefia da Redação, estando até hoje na função.
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