Como se sabe, é um veneno. Sua vítima mais famosa foi Sócrates, condenado à morte (segundo I. F. Stone em O Julgamento de Sócrates, Cia das Letras, 1988), por atentar contra a democracia ateniense. Discutível, cheiro de autoritarismo a posição defendida, visto que ao invés do governo do povo ou democracia, o filósofo pregava o governo “daquele que sabe”. Em resumo: Se somos, dotados de razão, quem melhor para saber gerir a nossa vida, que não nós mesmos? Talvez daí, as razões de Madeira, que se não imolou em Cícero “Como tudo seria diferente se vencessem na vida aqueles que venceram na morte...”, adaptou o trecho em sua parte final para, vencer a morte, na vida.
Edição Nº 14694
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