Quem acompanhou o noticiário mais recente sobre a Raposa Serra do Sol, terras tornada reserva indígena em Roraima não tem dúvidas, esse modelo de demarcação está ultrapassado, para índios e para quilombolas. Não há mais produção agrícola nem vastos arrozais, o gado está morrendo. Estradas precárias, pontes destruídas e energia que não chega para a maioria dos assentados. O atual sistema conduzido pela Funai está desgastado, gerador de exclusão social que é. Numa ponta, produtores expulsos da terra e sem o ressarcimento devido. Na outra, Brasil a fora, mais ao norte é possível ver, sem assist?ncia técnica, sem apoio governamental, índios cada vez mais, reféns do assistencialismo e vítimas da perversidade informal do trabalho, viram catadores de lixo e se viram na prostituição, Merece peocupação ainda, o envolvimento com drogas. Esse quadro não é diferente na maioria das 700 aldeias espalhadas pelo Brasil. Presidente da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados, Jerônimo Goergen (PP-RS) afirma que “O índio quer produzir, ele não é preguiçoso. A preguiça está na Funai, que abriu mão de sua missão original. O objetivo é gerar dependência para manter negócios milionários com ONGs. Lá na quietude do rico subsolo estão guardadas as respostas para tantas indagações”. SE o deputado estiver com a razão é bom voltar nossos olhos para a cidade de Amarante, onde a proposta de desapropriação de terras ronda o absurdo.
Edição Nº 14693
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