E aqui vai outra informação: os dois decretos legislativos estão prontos para serem votados em plenário e não precisam de estudos nesta fase de pedido do plebiscito. Ambos sendo aprovados, não haverá necessidade de que tramitem nas duas casas. Um é de autoria do deputado Madeira e outro do senador e hoje ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
Na semana que vem, mais precisamente na quarta-feira, haverá um jantar em Brasília envolvendo a bancada maranhense e representantes da Frente Popular Pró-Maranhão do Sul. O encontro foi acertado durante reunião da frente com o empresário Rogério Frota, que sugeriu reunir em sua residência na capital da República os deputados e senadores para ouvir da Frente os apelos, além de confirmarem adesões ao projeto.
Desta forma, está crescendo cada vez mais o movimento em torno do Maranhão do Sul e com o engajamento do empresário, que é ligado ao deputado Sarney, e ainda atual presidente do PV, que demonstrou toda a vontade e dedicação em conseguir adesões em Brasília. O jantar com a bancada servirá ainda para mostrar quem é quem mesmo no apoio. Ponto para o empresário e para a Frente, que mesmo sem recursos vem viabilizando encontros e articulando adesões.
E, para lembrar, amanhã todos os simpatizantes do Maranhão do Sul estão sendo convidados a participar do ato público marcado para as 8 horas, em frente ao Mateus e ao Posto Eldorado, na rua Leôncio Pires Dourado. Às 8h30, seguirão para a ponte, onde pretendem promover o ato público por aproximadamente quarenta minutos.
Um atento leitor fez questão de comentar ontem que, se a metade dos seguidores do Grupo Queremos Maranhão do Sul, na rede social Facebook, participar, teremos a maior quantidade de pessoas reunidas em um ato público. Afinal, o grupo tem mais de seis mil seguidores e todos afirmando que querem e apoiam.
Alguns blogs foram na declaração dada pelo deputado Pádua e acabaram cometendo um barrigada, como a gente costuma chamar quando noticiamos algo e isso não acontece. O deputado anunciou que sua colega Valéria Macedo estaria assinando filiação do PSD. Ainda não ocorreu esta mudança de partido, e mais: Valéria acabou de formar as comissões do PDT em toda a região e seria estranho agora pular de barco, porque correrá o risco de perder todas elas. Já o PSD já tem formadas suas comissões.
Partidos que não atingirem o quociente eleitoral (mínimo de votos para ter direito a uma vaga na Câmara dos Deputados ou Assembleia Legislativa) poderão vir a participar da distribuição das chamadas “sobras eleitorais” – cadeiras restantes após a aplicação do quociente partidário (proporção das vagas que cada partido ou coligação tem direito, conforme votos recebidos). Projeto (PLS 129/2011) nesse sentido está na pauta da reunião da próxima quarta-feira na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
As “sobras” ocorrem por conta das frações resultantes da aplicação do quociente partidário. Por exemplo: na eleição de 2010 para deputado federal no DF, a coligação mais votada obteve quociente partidário de 3,94 vagas, tendo de imediato o direito a 3 cadeiras na Câmara dos Deputados. A fração de 0,94 foi somada às frações resultantes do cálculo de vagas das demais coligações que disputaram vagas.