Vice-prefeito do então prefeito Renato Moreira, os dois guardam em si a mesma forma como foram mortos: covardemente, pelas costas e sem chances de defesa. Renato Moreira, quase 30 anos depois, foi eleito novamente prefeito e assassinado quando tomava café numa banca do mercado Bom Jesus. Triste coincidência!
Cada município tem o prefeito que merece, assim é a regra. Amigos leitores, as festas de comemorações dos aniversários dos novos municípios, ocorridas no dia 10, foram coisas de amargar. A maioria dos eventos nas cidades foi considerada mixuruca e sem qualquer sentido. Em alguns deles, nem mesmo o prefeito apareceu. E com justa razão, pois seriam vaiados. Por isso, ficaram em casa tomando whisky importado com a turma de puxa-sacos.
O ministro Luppi não tem nada de bobo nesta conversa de “meu amor” e “eu te amo”. É assim que ele quer que os colegas e a própria Dilma achem, pois desta forma vai passando mais dias como ministro e com emprego garantido. De doido ele não tem nada.
Agora o ex-secretário Weverton Rocha, sim, vai deixar ou já está deixando todos os pedetistas de cabelos em pé e complicando a situação deles na eleição do ano que vem. No seu túmulo, o ex-governador Jackson Lago deve estar pensando: “Eu já sabia, mas fiz de conta que não sabia”.
A distância entre o Brasil potência econômica e o Índice de Desenvolvimento Humano continua inalterada. De acordo com a ONU, o país está em 84º lugar no ranking do IDH, em pior situação que a maioria dos vizinhos da América Latina, entre os quais o Chile (44º), Argentina (45º), Uruguai (48º), Cuba (51º), México (57º), Panamá (58º), Costa Rica (69º), Venezuela (73º), Peru (80º) e Equador (83º). Está provado: propaganda não muda a realidade!
Um dos quesitos para a definição do IDH é o tempo médio de escolaridade, que também coloca o Brasil na rabeira de muitos países da América Latina. Na contagem de anos de escola de cada população, o ranking fica assim: Chile (9,7), Argentina (9,3), Peru (8,7), México (8,5), Uruguai (8,5), Venezuela (7,6), Equador (7,6), Colômbia (7,3) e o Brasil (7,2). É preciso investir muito mais em educação para alcançar a vizinhança!
Os cursos de Engenharia das universidades públicas e privadas abrem 180 mil vagas por ano, mas se matriculam nesses cursos no máximo 150 mil alunos, já que a maior parte das vagas está em escolas privadas. Do total de matriculados, apenas 25% concluem os cursos. A grande maioria (75%) abandona os cursos por falta de dinheiro ou por não conseguirem acompanhar o conteúdo ministrado. Por isso, falta engenheiro no mercado de trabalho.
O que mais tem hoje em dia é o falso regime democrático, com eleições rotineiras determinadas pelo poder econômico e discursos demagógicos que quase nunca são cumpridos pelos eleitos, já que atuam dentro dos poderes do Estado conforme os interesses das elites nacionais e das grandes corporações transnacionais. É diferente da época em que os políticos pelo menos tentavam manter alguma coerência com as demandas populares.