Já eram conhecidos os dois ex-prefeitos deste município e agora se tornou oficial. Ney Bandeira teve praticamente todas as suas contas rejeitadas, enquanto que Plácido teve duas. Pesam ainda contra Ney as investigações que estão sendo feitas pela Polícia sobre possível alteração na votação da Câmara. Há possibilidades de ter sido fraudada. A PC já ouviu várias pessoas.
Nesta cidade, a coisa começou a clarear nas eleições. O listão do TCE confirmou os nomes de Gleide Lima Santos, Jeová Alves, Gilson Santa’anna, Deusdethi e Quininha. Desta forma, restaram do chamado grupão, como adversários de Elson Santos: o pastor José Cavalcanti, o vereador Jucelino e o advogado Sérgio Vieira. Podem até continuar fazendo campanha ou gastando grana, mas perderão tempo. Para completar a lista, tem ainda Irmão Carlos, que pensou em ser vice do Jeová, e o prefeito Ildemar Gonçalves.
Amanhã a coluna irá abordar um assunto que está queimando igual fogo de monturo e tirando o sono de muitas pessoas que se apropriaram dos bens do ex-prefeito e deputado Davi. Familiares descobriram os documentos destes bens escondidos em um cofre secreto e agora estão pedindo de volta todos eles. Tem hotel, casas, apartamentos. A lista é grande.
Bom, para descontrair, hoje começa a Vaquejada de São Francisco do Brejão. Uma grande programação foi preparada pela administração municipal para estes três dias de movimentação em que a cidade atrairá centenas de pessoas. O anfitrião é o prefeito Alex.
Muito se especula e até chega a afirmar categoricamente que muitos candidatos considerados fichas suja serão candidatos. Na verdade, é bom ficar com as barbas de molho, pois os promotores eleitorais e juízes estão se preparando para fazer sua parte. Quem não tem problema será candidato e quem tiver contas a ajustar, eles serão rígidos. Ontem um promotor afirmou que tudo será analisado tecnicamente e conforme o processo. Portanto, não adianta ficar cantando de galo com antecedência, pois o negócio é mais embaixo.
É bom que se antecipe ainda que a Lei Complementar, chamada de Ficha Limpa, não é apenas para gestores ou ex-gestores que tiveram contas rejeitadas. Vai muito além do que se imagina seu alcance. Tem inelegibilidade por força de condenações penal, criminal e pública.
Tem razão o jornalista Josué Moura, que em artigo faz um comentário sobre a viabilidade de candidatos que não estão registrados no Filiaweb, sistema da Justiça Eleitoral colocado à disposição dos partidos para submeterem seus filiados eleitoralmente. O prazo foi no dia 7 de outubro do ano passado, ou seja, um ano antes do pleito, como determina a legislação para quem deseja ser candidato.
Para a Justiça Eleitoral, o que vale é o protocolo eletrônico que marca a data da filiação no sistema e não a certidão eleitoral como regra para ser candidato. O pretenso candidato precisa estar filiado até um ano antes. Os partidos podem continuar filiando pessoas, mesmo após esta data, contudo estes não poderão participar do pleito atual. Só isso e não se crê que a Justiça abrirá um perigoso precedente a quem se filiou depois desta data.