Também quem tem dupla filiação ou esqueceu de inserir sua filiação no sistema filiaweb no dia 7 de outubro de 2011, exatamente um ano antes das eleições, terá dificuldades para registrar a candidatura e é provável que dispute o pleito com liminar. Ou seja, vão correr por conta própria o risco de não gastarem, serem eleitos e ficarem sem mandato.
É que as liminares são remédios jurídicos para que seja dado tempo aos que são acusados de preparar suas defesas para posterior julgamento do mérito. Geralmente, são derrubadas pouco tempo depois. Ruim para quem disputa com este remédio e pior para quem vota e pode perder o voto.
Em nossa região há um número elevado de candidatos de dois partidos que estão nesta situação. Não conseguiram submeter suas listas de filiados dentro do sistema do TSE e mesmo com duas ações pedindo que fosse admitida uma chamada lista especial de eleitores, tanto o juiz do primeiro grau quanto no TRE entenderam que eles não foram filiados no dia 7 e, portanto, devem ficar fora do pleito.
Por conta disso, todos estes candidatos tiveram seus registros de candidaturas impugnados pelos partidos adversários e agora aguardam posição do juiz que, por sua vez, deverá enviar os pedidos de impugnação ao Ministério Público para o parecer e depois anunciará a sentença, indeferindo ou não as ações.
Estão neste grupo de pedidos de impugnações por estarem fora do prazo de filiações, conforme decisões judiciais, a candidata do PMDB a prefeita de Edison Lobão, Telma Plácido, vereadores Valdimar Rodrigues, Brasil, Antonio Francisco, Aguiar e mais 18 candidatos do PMDB e PPL deste município.
Tiveram pedidos de impugnação os candidatos Ney Bandeira, Hamilton Miranda, Lourenço Moraes e este colunista. Com a notificação da Justiça, serão conhecidos os motivos dos pedidos formulados pela coligação Unidos por um novo ideal, da candidata Telma. Por enquanto, só expectativa.
Ney Bandeira tem problemas jurídicos e, por isso, foi pedida impugnação; o atual prefeito Lourenço, apesar da sua administração e denúncias de irregularidades, ainda não teve nenhuma conta julgada e nada que possa impedi-lo de ser candidato. Quanto a este repórter, bom, como nunca foi ordenador de despesas públicas ou condenado por qualquer crime, resta esperar para saber os motivos do pedido. Até lá, a campanha vai continuar.
A impressão é que o nosso projeto de administrar, falar a verdade, está incomodando quem antes achava que era simples brincadeira. Como ninguém ataca quem não oferece perigo, estamos preocupando os chamados líderes políticos.