A ausência de decretos também pode confirmar de maneira cabal a inflexão que Dilma decidiu imprimir ao tratamento da reforma desde o início de seu mandato. Em 2010, prestes a deixar o Palácio do Planalto, o então presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva assinou 158 decretos de desapropriação de imóveis rurais. No ano seguinte, a afilhada política dele baixou a marca para 58. Em 2012, ela manteve o freio e reduziu para 28 decretos.
Na avaliação do Movimento dos Sem Terra (MST), maior organização do País dedicada à luta pela redistribuição de terras, a inflexão se deve à aproximação da presidente com grupos ruralistas que se opõem à reforma. “O governo Dilma é refém do agronegócio”, afirma Alexandre Conceição, da coordenação nacional do movimento. Segundo suas informações, existem 150 mil famílias acampadas no País, à espera de lotes de terra. A maior concentração de acampados estaria na Bahia, com 50 mil famílias.
O deputado federal Francisco Escórcio (PMDB-MA) criticou na tribuna da Câmara dos Deputados o aumento abusivo do preço do cimento no Maranhão, após receber denúncia do Sindicato da Construção Civil do estado. “Principalmente na Região Tocantina, Imperatriz, Balsas e também Açailândia tinha saído do patamar um saco de cimento de R$ 21 para R$ 30, chegando até R$ 35 no mercado de varejo”, disse.
Escórcio garantiu que as providências estão sendo tomadas e que acabara de receber um telefonema do presidente do Sindicato dos Fabricantes de Cimento do Brasil, Dr. José Otávio. “Nós nos preocupamos de imediato e tomamos a providência para saber o porquê daquilo, já que aquela região cresce acima do PIB nacional, 7.6%. Então, o mercado da construção civil está bombando e é inaceitável que nós tivéssemos uma majoração de preço nessa ordem.
Números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o custo do metro quadrado na construção civil no Maranhão ficou em R$ 830,49, o segundo mais alto da região Nordeste, estando agora no topo do ranking o estado da Paraíba, onde se gasta R$ 833,74 pelo metro quadrado de uma obra. Vale ressaltar que este não é preço do quanto o consumidor paga para adquirir uma moradia, mas quanto a empresa investe para fazer a construção, embutidas aí as despesas com terreno, material de construção, mão de obra, impostos, taxas etc. O estado ...
Além do IBGE, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou ontem sua projeção de safra para 2013. Os números da estatal são bem otimistas, pois projetam para o Maranhão uma safra de 3.932 milhões de toneladas, cerca de 500 a mais do que prevê o Instituto de Geografia e Estatística. Quanto à produção nacional de grãos, a Conab estima entre 191,9 a 195,5 milhões de toneladas, enquanto para o IBGE será de 187 milhões.
Alguns analistas observam que o ambiente de insegurança em que se encontra o Maranhão é propício para uma candidatura como a do senador João Alberto (PMDB) ao governo do estado, mas ele só toparia disputar se fosse com apoio do Palácio dos Leões e aí dependeria da desistência do atual pré-candidato, Luís Fernando Silva. Resta saber também como o senador conseguiria desvincular, do governo que lhe estadual, a insegurança da população, mas que seria uma boa aposta, ah isto seria.
Avançam os entendimentos no sentido de que seja formalizada a dobradinha entre os ex-prefeitos Ildon Marques e Alex Santos para as disputas do ano que vem. O primeiro a federal e o segundo à Assembleia Legislativa. Os dois estão trabalhando e viabilizando seus nomes nos municípios da região e, por enquanto, não comentam ainda sobre este entendimento, mas para pessoas próximas eles têm assegurado que irão mesmo para a peleja eleitoral e com chances de formarem a aliança. Os dois integram o PMN, que deverá formar uma coligação com os chamados partidos nanicos e, com isso, esperam ...