No rompimento do PSC com a administração municipal de Açailândia, uma pergunta deve ser feita: quem perdeu, o partido ou a prefeita? Para analisar a situação, primeiro temos que saber o que originou este rompimento e, segundo, o que pretende o PSC? Se ele tem força suficiente para trabalhar seus próprios candidatos. Fatos estranhos foram os responsáveis por este rompimento e todos direcionados às pretensões do comando do Partido Social Cristão e que não poderiam ser atendidos pela prefeita em detrimento aos outros partidos, afinal todos tiveram seus méritos na eleição da atual prefeita. Então, como privilegiar ...
Olhando pela ótica de força política, o PSC ainda não tem este potencial para brigar ou romper com quem comanda uma cidade ou um grupo político. O PSC, apesar de ser integrado por pastores evangélicos, não possui carisma político para viabilizar uma eleição sem contar com votos de estrutura e, principalmente, de quem não é crente.
O grande problema é que, acostumado a comandar sem que haja reação contrária às suas decisões, o presidente da poderosa Comadesma não aceita não e deveria entender que em grupos ou administração as coisas são discutidas e debatidas para que as melhores propostas sejam colocadas em prática. Não há imposições, foi-se o tempo da ditadura.
E quanto ao evento denominado Celebra, que foi um dos motivos que gerou e está gerando ainda críticas a Gleide Lima, em reunião com os pastores ficou acertado que seria realizado normalmente o Açaí Gospel e que em outra data o evento do pastor José Cavalcante. Foi o primeiro não que o líder da Assembleia recebeu e isso desgostou-o.
Ficou acertado que o evento seria realizado até o final deste ano e, com isso, os evangélicos ganhariam dois eventos a mais para celebrarem Jesus, mesmo sabendo-se que o projeto faz parte da estratégia de fortalecer o nome do Cavalcante, que é pré-candidato a deputado. Ocorre que o rompimento do PSC fará com que todos os compromissos firmados com Gleide fossem suspensos ou cancelados.
Devem entender os membros da cúpula do José Cavalcante que no momento em que decidiram romper com a administração municipal ou com o grupo político do qual faziam parte, assumiram o risco de caminhar sozinhos e com suas próprias pernas. Agora, como diriam os mais antigos, se virem. Devem, portanto, bancar seus próprios eventos.
O que se lamenta é que os grandes prejudicados serão exatamente os crentes que, por conta da campanha política do seu líder maior em Açailândia, estão no meio de um conflito que não querem. Por isso, explica-se a grande rejeição que pastores sofrem quando decidiram entrar, e de forma errada, na política.
Não se condena a participação de pastores ou padres na política, afinal as pessoas de bem devem ocupar espaços e não deixar que apenas os ruins fiquem nos lugares. O que se condena são as formas e as pressões que são feitas sobre pastores para quase que exigir que os fiéis votem no presidente daquela congregação ou cidade. As experiências têm mostrado que nunca deram resultados positivos.