Em pronunciamento feito na sessão desta terça-feira (11), o deputado Raimundo Cutrim (PCdoB) alertou sobre possíveis extorsões que estariam ocorrendo em alguns municípios maranhenses, envolvendo, principalmente, a compra de votos durante os pleitos eleitorais.
Um dos casos citados por Raimundo Cutrim, foi o de Centro Novo do Guilherme, onde, segundo ele, uma vereadora - de nome não revelado - afirmou que a eleição para a presidência da Câmara Municipal teria sido comprada. "Eu acredito que o Ministério Público deve estar pedindo a anulação daquela eleição de presidente da Câmara, tendo em vista que a vereadora que disse que foi uma eleição comprada, provada e comprovada mediante a própria declaração feita por ela", afirmou Raimundo Cutrim.
Outra denúncia feita pelo deputado é referente ao município de Porto Franco. Ele contou que no dia 19 de abril deste ano, a vereadora Nalva (PSD), juntamente com Rubens, Gedon, Elias; os vereadores ligados ao prefeito Nelson (PSD); o presidente da Câmara Municipal, Felipe, se reuniram em um almoço na cidade de Imperatriz, onde foram debatidos vários assuntos referentes à administração municipal.
A principal reclamação se referia à ausência do prefeito. A professora e vereadora Nalva disse que o prefeito estava ausente dos vereadores e precisavam conversar e forma harmoniosa. "Durante aquele almoço foi discutindo vários assuntos sobre o município e, o certo é que na conversa, a Nalva, teria induzido o prefeito para que ele desse algumas gratificações para ela e que poderia ser através das professoras, pois ela é professora e poderia colocar no nome de outras professoras. No final - induzindo ao prefeito a falar talvez o que não quisesse - o certo é que, passados 36 dias ela (a vereadora) e outros ficaram pressionando o prefeito, para que desse algumas vantagens, tirando do erário público, para que resolver problemas pessoais", afirmou Raimundo Cutrim.
Passados 36 dias, lembrou o deputado, o prefeito não cedeu àquela pressão e no dia 25 de maio desse ano, A vereadora Nalva resolveu levar aquele fato à imprensa. "Ao analisar a conversa verificou-se que os fatos não passaram de uma tentativa de extorsão dela e de outro vereador querendo extorquir o prefeito e o erário público", finalizou Raimundo Cutrim. (Nice Morais / Agência Assembleia)
Publicado em Regional na Edição Nº 15921
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