Brasília – O Brasil ainda ignora, com precisão, o quanto as obras para a Copa do Mundo custarão aos cofres públicos, isso a menos de três anos para o início do evento. Estimativas anunciadas pelo governo federal sugerem valores que vão de R$ 23 bilhões a R$ 112 bilhões. A falta de transparência impressiona, como atestou o PSDB no Balanço Crítico do Governo Dilma Rousseff.
“O Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo em 2007. Houve tempo para preparação. Mas nenhum planejamento estratégico foi feito, o que é lamentável”, declarou o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE).
Intervenções urbanas em seis capitais que sediarão os jogos estão mais caras do que o inicialmente previsto. O custo dos estádios também surpreende – o Brasil gastará nas arenas 32% mais do que o investido pela África do Sul em 2010 e 46% do que o pago pela Alemanha em 2006.
Dados oficiais atestam a lentidão. Um balanço publicado pelo governo em setembro mostrou que, de 81 obras voltadas para a Copa, 52 sequer tiveram seu início. O Tribunal de Contas da União identificou que apenas oito dos 49 projetos de obras de mobilidade urbana tiveram contratos assinados, e 24 não tiveram sequer suas licitações lançadas. Há o temor de que obras inacabadas passem a fazer parte do cotidiano dos brasileiros assim que a Copa do Mundo termine.