Nelson Bandeira

Hipoteticamente, vamos admitir, porque ouvimos e pelo fato de ouvir, o professor que no auge de sua sabedoria proferia para uma plateia de interessados o conceito da Neurolinguística.
Nesse campo, o mestre pontuava a assertiva de que o ser humano era imutável, especialmente na fala, e se aprendia a falar de acordo os ambientes e meios nos quais fora criado. Não mudando, assim, sua característica de naturalidade, citando a hipótese de uma criança ter nascido no Brasil e sendo criada no Japão, com probabilidade de aprender aquele idioma pela convivência.
O professor questionava junto aos presentes se concordavam com a tese. Não é que o ensinador da ciência ficou perplexo quando uma participante cismou em discordar, porque o animal irracional, o cão, é incapaz de falar, mas comunica sua sensação por meio de um sistema próprio de sinais corporais.
E fez relato ao especialista, que possui um cachorro que vive junto com um galo, só que o cão, de tanto ouvir o galo cantar, "mudou de voz".
No lugar de latir, uivar, ulular, faz é cacarejar, cantar, clarinar, cocoricar. O professor ficou pasmo! Por desconhecer dessa mutação espantosa desse vira-lata.
Eita Imperatriz de tantas controvérsias! Igual a um propagandista de venda de produtos, usando um megafone portátil nas cercanias do Mercadinho: "Liquidação de muletas: venha correndo!".
É a poluição do meio ambiente também. Mas vamos consertar, com certeza.
Embora sabendo que a Neurolinguística trabalha o ser humano de dentro para fora e consegue trazer à tona o que cada um tem de melhor.
É somente questão de tempo. Vamos ter paciência!