A época é de caju. Olha que as chuvas estão numa escassez terrível, mesmo assim, os cajueiros brotam seus deliciosos frutos para todos os gostos.
O que tem a ver caju com teste psicotécnico? Na realidade, nada. Relato como fato e acontecimento real vivido por um candidato interessado a renovar sua carteira de motorista.
Estávamos numa sala da CIRETRAN, na rua 15 de Novembro, onde funciona hoje uma Casa de Passagem para Menores, para prestar exames e tirar carteiras de motoristas. Só que neste dia tinha muitos candidatos com esse objetivo.
Certo que todos se submeteram ao teste psicotécnico – e a figura pontilhada a ser preenchida era de uma arara, com prazo para concluí-la de 30 minutos e entregar ao examinador.
Entre os candidatos estava um motorista já bem surrado como condutor de caminhão. Pegava o papel com o desenho do animal, olhava de um lado para o outro, para caracterizar o que realmente era aquela figura. O tempo passando, o capitão que ministrava o exame, falando que ia recolher os testes e perguntando para o cidadão se estava com alguma dúvida sobre o que estava fazendo.
O velho motora respondeu que não. Comentando apenas que como cearense estava lembrando-se do caju-banana, fruto que dá muito no estado do Ceará, ou seja, jogando o verde para colher maduro.
Nisso, o capitão lhe esclareceu que ele não estava tendo a visão focada para distinguir a figura. Isso complicaria na renovação de sua carteira.
As indiferenças individuais podem causar prejuízos. Olhar para o maxixe e achar que é uma jaca. Foi o que aconteceu com o cearense. Pelo bico da arara, pensou que fosse uma castanha de caju-banana.
Entre o céu e o creu existem coisas que você nem imagina.
O teste psicotécnico serve de avaliação psicológica do candidato. Mas, lamentavelmente, há aqueles que não admiram os olhos, e sim a remela dos olhos. Pode?!