Nelson Bandeira*
Para não chamar de indecente e nua de qualquer embasamento científico. E o pior: o que vamos salientar é questionado no mundo inteiro, em discussão, em investigação, onde medidas variam de país para país, em alguns deles com autorização já é permitida, enquanto que em outros são ilegais.
Se a indubitável inteligência do candidato da atípica proposta, como pano de fundo e bandeira para se eleger, está complicadíssimo, porque maior parte do eleitorado, periférico, vai pensar que seja oferecimento de carne de segunda.
Para os que analisam desde a base, pensam logo: "Esse pretendente deve ter nascido de sete meses". Com déficit neurocognitivo, ao ponto de querer aprovar uma lei municipal, se eleito, de transplante de células-tronco para que todos os deficientes voltem à normalidade de vida. Se fosse fácil, com certeza todo mundo já faria isso. E era parabenizado por todos.
Quando o processo for de fato aprovado no âmbito da cruzada científica brasileira, a lei municipal do pretenso projeto do candidato, não vai ter provavelmente acesso a nada, salvo se for para disciplinares filas e senhas de hospitais públicos do município.
Provavelmente, o candidato venha a cair os dentes de velho e não tenha o prazer de assistir a esse acontecimento. Nesse parangolé todo, envolve sociedade, igrejas, Vaticano, classe médica, governos, enfim, um mundo de formalização.
Isso não é como "se péia égua pastando", a seu bel-prazer. Se for para ludibriar consciências, procure de imediato cantar em outro terreiro, "poço de cultura"!
Na realidade, é cada proposta arrepiante, fugindo completamente do verdadeiro papel dos audaciosos candidatos a edis. Desta safra, se salvam poucos, e os que têm tirocínios de saber qual é o papel de um legislador.
A democracia precisa urgentemente de uma reforma, de rever certos critérios, especialmente quando se trata de disputa eleitoral, pois tem cada aberração que não dá para assistir sem criticar.
Edição Nº 14524
Tem cada proposta...
Nelson Bandeira
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