Nelson Bandeira

Quando se passa sobre a ponte do riacho Cacau, ali nas imediações do antigo DNER, se observa a olho nu suas águas poluídas e esverdeadas, como se fossem segregadas por qualquer tipo de líquido.
Quem conheceu aquele leito e aquele riacho, como eu, e o que ele produziu de peixes de várias espécies e vê-lo hoje, morto-vivo pela contaminação de suas águas por elementos que podem ser nocivos ou prejudiciais aos organismos e plantas, assim como a atividade humana, é uma consternação profunda.
O nosso meio ambiente está pedindo sensibilização de uma campanha SOS Riacho Cacau, para despoluir, com ajuda de todos, as instituições, comércio, indústria, autoridades civis, militares, judiciárias, para fazer dali um cartão postal de Imperatriz - navegando em suas águas, admirando suas matas ciliares, até o encontro com o rio Tocantins.
Está na hora de quem de direito e do exercício do cargo sair das praias, largar de procurar arraias e olhar melhor com a capacidade de sentir. Tirar essa percepção aguda: sensibilidade visual.
É claro que o processo e técnicas usadas para despoluir variam de acordo com seu tamanho e com o tipo de despejos irregulares que o poluem - devemos praticar "a união faz a força", o diálogo faz o entendimento... O que é que está faltando para que isso aconteça?!
Em nossa cidade há ambientalistas se debatendo sobre esses tipos de desgraças? Charlie Chaplin contextualizou no ápice de sua sabedoria, dizendo: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".
Então, não vamos deixar que a peça ambiental que a natureza nos presenteou seque, se acabe, morra, sem que receba a medicação necessária de cura, tão simples e disponível para que isso venha a acontecer. É o empenho de toda a sociedade e dos governantes. Basta só querer.