Nelson Bandeira

Sócrates já pronunciava no topo de sua sabedoria que "Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade".
Olha só essa recepção de um motorista de táxi da nossa imperosa, a serviço na antiga rodoviária.
Chega um passageiro vindo lá das bandas do Estado de Goiás, pela primeira vez visitando Imperatriz. Apanha um táxi e pede ao motorista para levá-lo a um hotel que não seja muito cara a diária.
O desonesto motorista, com seu ar de traquinagem diante de um novato visitante: "Com todo o prazer atenderei". O pobre coitado não conhecia nada e à noite muito pior. Com isso, passou a rodar a cidade, com o toca-fitas ligado nas músicas sertanejas e taxímetro rodando.
Quando a corrida já estava em 60 reais, o taxista para em frente a um dos hotéis localizados nas proximidades do terminal rodoviário, onde havia apanhado o passageiro ludibriado.
E joga aquele velho jargão: "Aqui é um excelente hotel, de qualidade, e preço compatível com sua realidade". Paga a corrida, o malandro desejou ainda uma boa noite ao infeliz passageiro.
O hóspede se dirigiu à portaria do hotel, fez seu check-in e foi dormir. Logo cedo da manhã, vai para o café, que não era lá essas coisas, depois sai para resolver seus problemas particulares.
Quando sai do hotel, avista o terminal rodoviário e para certificar-se pergunta na portaria se ali era a rodoviária. Sim. "Meu Deus, fui enganado", esbravejou.
Olhou para o céu, pensou... Como existem profissionais desonestos. Com a ganância exagerada de ludibriar e não sabendo que tal procedimento é um dos sete pecados capitais. Deu a entender que ele (passageiro) era evangélico ou um devoto presbitério.
Mas, entregue ao tempo, é o preço que o enganador vai pagar, não só por este, mas por tantos outros que já praticou. É uma baita de uma praga!
O mal profissional, de graça, já sai muito caro. E, agora com esse do conto? Ali habitava tanto malandro que quando se escutava um peido falavam que era tiro!
E assim a vida continua...