Nesta época do ano, coincidentemente eleitoral, candidatos a vereador são uma enxurrada só. É tão grande que estão peitando uns nos outros.
Muitas propostas saudáveis e fantasiosas são ditas para o eleitor, que não sabe distinguir qual a melhor – ou a pior. São verdadeiros peregrinos ‘formadores de ideias’, para representá-lo quando lá estiver, com a doação de uma carrada de barro, areia, tampar um buraco aqui e outro acolá... Assim é o discurso insosso, completamente sem sal, das peregrinações dos devotos e pretensos candidatos... Só não vão a Roma ou à Terra Santa, porque não se defrontarão com esse milagre que é o poleiro de votos que eles andam atrás.
Como o projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço com resultado exclusivo. Mas, na massa do tecido cerebral cinza-róseo, pelo pisado do distinto, falta-lhe neurônio para refletir até aonde chegar à causa desse pleito. Com isso, deve continuar sonhando, até um dia ser chamado ou apelidado de Edil.
Nesta época, candidatos andam aos cardumes para arriscar o seu nome numa competição bem disputada, e para degustar um ‘jabá’ bem gordinho durante quatro anos. Aí meu amigo, na panela não falta gás.
Faz-me lembrar de um saudoso médico da cidade, quando um candidato foi lhe pedir apoio eleitoral na restrita amizade que os unia. Disse o distinto candidato: “Minha candidatura é diferenciada dos outros candidatos; pelas minhas andanças como homem público, trouxe essa experiência para levar ao Palácio Dorgival Pinheiro de Sousa, em defesa dos interesses coletivos”. Lindo! Lindo! Lindo!
O profissional da medicina observou bem o perfil do candidato pedinte e soltou a seguinte pérola: “Caro amigo, quem nasceu para quebrar coco, não tira o c... do chão”. Te manca, mata mosquito!
Hoje, quantos que nasceram para quebrar coco e estão querendo largar o machado e o cacete para um ganho melhor, menos cansativo e muito propício para melhoras financeiras.
Esse negócio de ‘defender o povo’, ‘ser advogado de povo’, é conversa de Cigano. São pouquíssimos, mesmo, aqueles que possuem essa sensibilidade de trabalhar grande em prol do crescimento da cidade.
Sapateiro não deve ir além de suas botas. São todos humildes nesta época de eleição.