O que reprovam à velhice? Um bom questionamento sobre a idade envelhecida. É um problema crucial para aqueles da melhor idade, segundo os estudiosos e interesseiros; mas, pelo ângulo semântico do tempo, antevejo que não é bem assim esse babado todo, e que tenham essa boa vida.
Lendo sobre Cícero, filósofo romano, onde ele traduz as consequências da velhice:
I- Ela nos afastaria da vida ativa;
II- Ela enfraqueceria nosso corpo;
III- Ela nos privaria dos melhores prazeres;
IV- Ela nos aproximaria da morte.
Sem receio de pecar, os velhos são tratados sem simpatia, sem respeito, embora tenham recomendações, leis, laços brancos e pretos, mas sempre são contrariados no que tange ao atendimento público... Aí o bicho pega e quem se lasca é o pobre do velhinho.
E onde fica o prazer – a Isca do Mal – para a idade avançada? Hum.... Pense num Teorema de Pitágoras! Desejo tem, mas a virilidade foi embora com o tempo, não tem isca que dê jeito.
Creio que a indignação maior da velhice está nesse entremeio, do sofrimento por ser velho e o desejo que fica no pensamento. Não tem, na verdade, espinhel com isca e comprimido (azulão) que resolva o problema libidinoso dos nossos anciões.
É totalmente diferente da mulher, que não precisa desses artifícios conquistadores e medicamentosos para satisfação quando a Isca do Mal move seu prazer.
Ouvi de uma mulher já bem amadurecida a seguinte comparação: a mulher é como cabaça n’água, borbulha, borbulha e enche; já a do velho morre de cabeça pra baixo, embora não tenha nenhuma semelhança com morcego. Tá doido, moço!
Além do erotismo dos romanos e gregos, ainda diz que quando na jovialidade carregava um boi sobre os ombros, para se certificar de que a velhice não exauriu e nem a abateu completamente.
Já os velhos desse amado Brasil são quase todos enfraquecidos e advindos de muitos tetras que só o brasileiro sabe fazer. É a vadiagem verdejante sendo rastreada pelo mundo. O miolo do indivíduo está mais para farmácia do que para deleite. É reumatismo, artrose, Mal de Alzheimer, catarata, diabetes, pressão arterial, esses são as iscas que eles mais pescam e ficam fisgados para sempre.
Agora os velhos têm uma virtude exemplar: nunca vi um velho esquecer o lugar onde escondeu seu dinheiro.
Pra lá estamos indo, mas com certeza se plantou árvores que crescerão para outros.