O gesto da ingratidão é tão insosso, sem apetite, sem coerência, sem carinho, sem amor recíproco, que deixa o Ser incompreendido, sem ânimo para que a vida tenha realmente um destino e um caminho para a respeitabilidade, colocando-se “ao lado” do ensinamento cristão que manda oferecer ao agressor o outro lado da face.
Uma das falhas humanas mais chocantes é o da ingratidão.
E a mulher é a isca preferida da ignorância, da prepotência e do machismo desvairado. Mas essas motivações de coerções e intimidações estão mergulhadas no cipoal das leis vigentes.
No Dia Internacional da Mulher (8 de março), passou também pelo corredor desorganizado do Mercadinho, onde a crença do macho é ser superior à mulher, talvez por ignorância.
Um desses “machistas” sai-se com essa: “Ei, pirosca (homem duvidoso de sua sexualidade), o que ofereceu para dona encrenca?”. “Disse a ela que nunca mais vou dormir no hotel das consequências”. Finalmente, baseou-se na ignorância da verdade.
O conceito: “O homem, a águia que voa. A mulher, o pássaro que canta. E leva sua sinfonia até a porta da delegacia de costumes para registrar a situação complicada”.
O vivente não sabia que a distinta é um tanto aguçada, que distingue o seu agressor bem assim: “Atrás de um olho roxo tem um frouxo”.
Aí, o meliante, depois de ouvir o sermão do homem da lei, ficou logo de cueca com aquelas nódoas de caju, naquele depósito de humanos, para sentir o desagradável cheiro e a higiene daquela hospedaria de pessoas reimosas ao bem e incapazes de entenderem que no fundo o sonho afundou num copo de cachaça, e virou presidiário.
A vida é agora, aprende.
Antes de bater, lembre-se: “Olha a reação da Maria da Penha... Quem apanha não esquece, é o contrário de quem bate”.
Victor Hugo fraseou: “Os infelizes são ingratos; isso faz parte da infelicidade deles”.
Portanto, pense bem antes de agredir uma mulher e suas prováveis consequências.
Edição Nº 14356
Pra que tanta ingratidão?
Nelson Bandeira
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