Fazer política é mesmo uma arte. O proponente se prepara de todas as maneiras objetivando os meios de convencimento direcionado ao eleitor. É o que lhe interessa.
Não mede sacrifícios, viagens arriscadas, deixa de lado seu bem-estar, vociferando sempre aquele velho bordão: "Eu quero é estar ao lado do povo. Farei tudo por isso." Que beleza!
E o pior que faz mesmo. Certa vez, em viagem a São Luís do Maranhão, fomos obrigados a dormir num povoado próximo a Santa Luzia do Tide, porque na cidade os hotéis estavam todos lotados com políticos de diversas facções partidárias em plena campanha.
Nesse lugarejo, uma senhora humilde fez de sua residência uns dormitórios para alugar nessa época de vacas gordas. Certo que lá já estava acomodado um candidato a deputado estadual. Por sinal, roncava que só suíno a procura de raízes para se alimentar.
Na casa não tinha banheiro, no quintal um cercado de palha somente para fazer xixi (o outro "aperto fisiológico" era feito no mato mesmo), no jirau um depósito com água para lavar o rosto e escovar os dentes.
O café da manhã era totalmente preto, acompanhado de orelha de macaco (bolo tradicional do interior). De repente o candidato a deputado pergunta para a dona da "pousada" aonde poderia fazer cocô. A senhora respondeu para ir ao matagal próximo a casa, dando-lhe papel higiênico e uma varinha, mais ou menos de um metro de comprimento.
Foi aí que o pretenso candidato questionou sobre que serventia tinha aquela varinha. "Porque nós criamos uns leitõezinhos, que são viciados em bosta. Pois, espante os bichos com a varinha."
No almoço, foi leitão assado com arroz branco. A comentar com a dona do ambiente que a comida estava muito gostosa, o político perguntou onde havia comprado a carne de porco. "Não, essa carne servida é dos leitõezinhos que perturbam vocês quando estão fazendo suas necessidades."
Ainda tem gente que não reconhece que os políticos passam por maus-momentos quando em campanha... Coitadinhos deles! Na iminência em adquirir uma ameba histolytica.