Nelson Bandeira

“A vida só é vida/Quando é vivida e envolvida/Na vida de uma mulher da vida.”

Coisa linda é esse refrão. Quando o cara chega ao estabelecimento apropriado para a sexualidade... Onde as beldades estão vagando como borboletas procurando o casulo para se agasalhar. Nisso, roda o cigarro no dedo à procura de mais uma dose de uísque ou de uma cuba libre, para saciar o desejo da piriguete.

Elas são altamente escolarizadas para convencer o parceiro para uma orgia. Balbuciam logo aquelas afetuosas, melosas palavras incentivadoras: “Você precisa de uma massagem corporal, espantar o estresse e sentir outro fungado.” As mariposas demonstram não ter problemas, são louquíssimas por umas garoupas, umas onças, vários macacos leão-dourados, araras, não querem vivos por causa do Ibama, preferindo em cédulas com suas estampas, que não é crime ambiental e se é livre para carregá-las.

São as verdadeiras piriguetes, que trazem na ginga e nos lábios a sedução para aqueles que desejam momentos de festa sem limites morais.

As mulheres piriguetes são atraídas por poder, status e por outros encantamentos bem elementares. “Dinheiro, chefia!” Elas amam todos e são despidas de quaisquer preconceitos.

Portanto, o que o refrão dita é bem característico, e as seqüelas que pode ter deixado numa noite de balada, são os inditosos ficarem mais lisos do que pedra-sabão. Elas são umas verdadeiras ciganas, se o cabra for fraco de juízo, vem logo à rebordosa da lamentação: “Caí como um pato nos braços do anseio da facínora.”

Vós estais pensando que as piriguetes alisam! Experimente. A única rima que se tem noticia, é que liso não tem vez.

Paulo Morete, no alto de sua sabedoria: “A vida é uma prostituta que só dar prazer a quem tem dinheiro.”