Nelson Bandeira

Enquanto a humanidade não tiver a capacidade de perceber a relação entre ela e o ambiente de convivência, tudo na vida gira ao contrário.
A prova cabal do que dissertamos é não ter conhecimento de seus deveres; a natureza, como fenômeno natural, mostra sua cara e o retrocesso dessa inconsciência e dessa subserviência das ações praticadas contra ela. Onde não há consciência, a natureza não respeita.
A época invernosa é puramente normal para todos os universos habitados. Agora, as funções digestivas e suas  consequências são muitas vezes irreparáveis quando se altera e mexe com seu temperamento.
Os malfeitores fazem com tanta irresponsabilidade que chegam a maltratar muitos que primam por uma natureza existente e aplaudem suas ações climáticas, objetivando a prosperidade e a abundância.
Natureza? É tudo que existe e não foi fabricado pelo homem; o campo sobrevive dela; e agradecemos pelo oxigênio que respiramos.
Sêneca deixou sintetizado que: “Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico”.
Infelizmente, o homem não teve nem tem, até porque o índice de degradação é altíssimo e coadjuvante pela falta de educação, ao ponto de não se sentir o grau de insatisfação que está proporcionando para uma população como a nossa.
As chuvas caídas recentemente em nossa cidade deram uma amostragem do que a natureza pode provocar.
Por quê? Os riachos, rios, grotas que cortam a nossa cidade estão todos poluídos; suas margens todas desmatadas; construíram casas nas limitações de seus leitos.
Quando acontece uma catástrofe, vem logo a lamentação, aliada ao prejuízo pessoal; justamente por aqueles que usaram e se apropriaram da invasão e nunca pensaram que o aterramento de riachos, grotas e rios faz com que seus volumes sejam limitados e a vazão seja comprometida.
As pessoas que se favoreceram dessa loucura inconsciente são corresponsáveis por esse desmando ambiental. Mas não passam a falar mal do prefeito como se ele tivesse poder celestial em administrar o ministério de São Pedro.
Mas tudo isso se ressume assim: “É necessário esforçar-se; é necessário ter consciência; é necessário educar-se; é necessário sofrer para se obter um resultado de bons costumes”.
Outro retrato produzido e que acontece todos os anos, com aqueles que moram nas margens ribeirinhas. São todos cientes de que a enchente cedo ou tarde vem. Mas, por motivos gananciosos e matreiros, faz-se de vítimas para receber os benefícios do governo – é a indústria dos coitadinhos.
Quando o tempo lhe magoar, lhe fazer sentir raiva e for mal educado com a natureza, com certeza que ELA não se aborrecerá. Estas pessoas não sabem o que fazem.
Tenha um ótimo domingo.