Lá na fonte das informações, o Mercadinho, um feirante contando uma estória dessas bem inusitadas.
Para isso, usou a sapucaia (também conhecida como cumbuca-de-macaco), nome de origem tupi, para fazer a comparação sobre um casamento de uma moça velha.
Certo que a distinta, com idade passando dos 40 aninhos, não tinha ainda encontrado um candidato para pedir-lhe em casamento.
Para ela, seria uma glória e um presente inesquecível sair do "caritó", casar-se e parir à vontade.
Pois não é que suas preces surtiram efeito. O seu devoto Santo Antônio, bem cortejado para resolver esses problemas de encalhamentos nupciais, resolveu agir.
A moça morava com sua vovozinha do coração, mimava muito, inclusive o quarto já sendo preparado para a sonhada lua-de-mel.
Apareceu um candidato, embora sendo careca, mas nada disso afastou o desejo da moça. Namoraram bem e acertaram o casamento. Com um "porém": o noivo tinha que pedir sua mão à avó e autorização para o enlace matrimonial.
Tudo arrumadinho, foram para o cartório concretizar o ato. Uma semana depois, o beleza foi devolver para a avó a esposa que tinha cortejado, alegando que ela não era mais moça.
A velha soltou os cachorros pra cima do experto careca. "Olha meu senhor, moça velha é como sapucaia: quando cai a tampa, já era. Muito me admira não saber disso".
Nisso, o maridão pensou duas vezes, e se apoiando com a argumentação da sábia senhora, dando tempo ao tempo, voltando novamente à convivência de marido e mulher, até que a morte os separasse para sempre.
O que os bens patrimoniais não fazem! "Herdeira única. É o diabo quem vai te largar benzinho", raciocinou espertamente.
A filosofia do visionário marido era aquela de que "na piscina da vida é assim: afoga as feias, salva as bonitas".
Como bem sinalizou Francisco Evilásio: "Seria fantástico se a cada vez que a mulher mentisse, ela engordasse um quilo".
Os sábios já diziam: "No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade".
Bem dito o adágio popular: "Moça com velho casada como velha se trata."