Nelson Bandeira
O sorriso é uma manifestação gratuita e de sentimento atrelado à benevolência quando se tem simpatia própria, ou então. Ou então uma maneira irônica, especialmente em se tratando do convencimento de voto. É o sorriso das cigarras de ambos os sexos. Pense num ajuntamento coletivo de cigarras! É um chiado só (xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii)! Como o gesto de um gato zangado.
Só ouço aquele velho cochicho: "A eleição está segura!". Como bem disse aquele velho e experiente militar de fronteira: "A paca está baleada".
Dizem os mais entendidos que o canto da cigarra é sinal de que ela está chamando chuva. Só que, nesse período, a cantiga da cigarra é pedindo voto.
São danadas para trocar sua carapaça por outra. O seu canto nem ela aguenta.
O jacá político do Mercadinho está tripudiando em cima dos melosos candidatos, falando que os nomes deles são NEM - Nem Faz, Nem Fez e Nem Vai Fazer. Que beleza da criatividade desses eleitores voluntários. Dizem que tem candidato mais liso do que quiabo de cerca.
Como bem sublinhou Philip Chesterfield: "Os políticos não conhecem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento".
Olha só essa de um vendedor: "Os nossos candidatos são como cuecas - são todas iguais e têm a mesma catinga; a diferença, uns mais do que outros". Agüenta! É a voz do povo. Com raríssima exceção.
É infinito o poleiro de adjetivos políticos, acompanhados de refrões de música sertaneja, forró, funk e outros ritmos, que só o ECAD sabe dizer quais são.
Faz bem lembrar. Por que o ECAD não cobra desse cardume de candidatos a autorização para fazer zoada na porta de hospitais, colégios e tantos outros ambientes? A poluição sonora traz danos em determinado volume, que supera os níveis normais para os seres humanos.
Em certas situações, o ECAD não pode ouvir o som de uma vitrola que já está multando!
Nesta safra, faz-se vista grossa. Estão de férias eleitorais. Estão procurando festas de batizados, crisma, missas em ação de graças para expedir o boleto de cobrança. Providências - Isso é como enterro de anão, ninguém nunca vê.
Segura na mão de Deus e vai!
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