As melhores fontes energéticas do ômega 3 são os peixes, só não consuma frito, pois este processo destrói esse suplemento. Nesse caso, os pescadores, pelo que eu sei, consomem mais peixes cozidos e assados na brasa mesmo, até por uma questão de praticidade.
Olha só, antigamente o Rio Tocantins era muito piscoso que fazia gosto pescar e escolher o peixe que se queria comer. Era o contrário de hoje, em que estão vasculhando até piaba para fazer um cozido, e olhe lá!
Nesse antigamente, um pescador muito criativo e tarimbado caiu igual a um pato no conto do vigário, arquitetado por dois colegas de profissão, isso em plena atividade pesqueira.
Certo que sempre acontecia a subida de cardumes, especialmente do pacu-manteiga, o mais procurado e vendável. Atualmente, está penosa e cruel a escassez de pescado em nosso rio.
Um viajante paulista, andando pelo interior, teve a brilhante ideia de fazer uma pescaria. Avistou um grande lago e perguntou a um caipira que ia passando se era propriedade de alguém? “Não sinhô. É prúblico!” “Então é crime tirar alguns peixes dele?” “Crime não é não, sinhô... É milagre!” É o que acontece com o nosso caudaloso Rio Tocantins. É muita sorte você ter um pescado bom para comer.
Então, o exímio e experiente pescador saiu atrás do cardume cobiçado. Os bichos são acostumados a dormirem em lugar de pedregulho.
Os outros presepeiros pescadores tomaram umas cachaças e combinaram simular na água como se o cardume estivesse naquele local.
Esconderam a canoa e ficaram esperando aproximação do respeitável pescador. Quando o avistaram, começaram a mexer na água, e fazendo o gesto do boto atacando o cardume. Aí, o experiente operário das águas falou para o seu jacumãzeiro: “Os peixes estão ali”.
Nisso, se perfilou dentro de seu barco, apanhou a tarrafa de 16 quilos de chumbadas, com uns seis metros de diâmetro, aproximadamente, se posicionou e estendeu o pano em cima da maresia do cardume. Olha só quem ele laçou na tarrafa: os dois pescadores que prepararam toda a façanha.
O velho não se conteve de riso, dizendo “o quê cachaça não faz!”. Admirando o raciocínio dos colegas pescadores da face tostada pelo sol e as mãos calosas pelo cabo do remo, como idealizaram essa trama.
Tudo isso é resultado do alto consumo de ômega 3, para ter essa disposição e a brilhante ideia de brincar com a profissão em momento de atividade. Legal!
Edição Nº 14322
O PODER DO ÔMEGA 3
Nelson Bandeira
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