Nelson Bandeira

Necessariamente, a verdade deve ser dita, confessada e julgada aos domingos na feira do Mercadinho, como um palco de controvérsias, entre os próprios feirantes.
Pesquisando no mercado da feira livre para fazer compras, limitamos a conversar sobre o aumento de preços das coisas ali disponibilizadas, especialmente verduras e hortaliças em geral.
Certo que um feirante vive daquilo e começa a comprar para revender desde as 3 horas da manhã, os produtos para abastecer suas bancas de vendas, ou seja, é um processo dos atravessadores conduzindo os produtos do dia.
Nisso passa uma senhora comprando verduras e lamentando o aumento de preços desses produtos, tornando, assim, inexplicável essa majoração toda.
Eis que aparece um feirante meio debochado e sai com essa: "Já avisei lá em casa, na hora que SAL subir de preço, vai largar de comer". Pense nos repentes desse indivíduo, que é chamado na feira pela alcunha de mamífero.
Perguntei o porquê desse apelido. É que na casa dele a mulher pare e quem amamenta o broquelo de leite é ele.
Esse camarada feirante é daqueles que "Na comida sem sal, podemos colocar o sal depois". Na comida salgada, não dá para tirar o bendito...
Na realidade, poucos sabem sobre o aumento de preço do sal. E sem ele a coisa sai insossa e sem paladar.
Basicamente existem dois tipos de sal. Um deles é o sal marinho, e o outro sal de rocha, conhecido como sal-gema.
Gosto do sal: "Vós sois o sal da terra". Disse Jesus aos discípulos - se o sal perder o sabor, para que servirá? Então o feirante está em perfeita sintonia com esse composto químico... Pelo afinar da viola se conhece o tocador.