Nelson Bandeira
Olha que o acidente é coisa assim imprevisível, e muitas vezes são difíceis de acreditar. O impossível aconteceu. E contada descaradamente por um confidente que diz ter presenciado o acontecido num lugar chamado Formosa da Serra Negra, lá pras bandas da antiga e velha Grajaú.
Ocorrido numa fazenda localizada naquela região. Diga-se de passagem, com uma vegetação muito boa para plantio e pecuária. O informante tentava mexer com criação de gado, mas não deu certo. Como profissão, quebraria a cara como garimpeiro: "Em qualquer corrida ao ouro, aqueles que mais ganham são sempre os que vendem as picaretas".
Certo que o dono da propriedade rural criava uma raça de porcos pretos, ou seja, o fuçador mesmo, para abate e servir de alimentação para os seus serviçais. Como também nestas terras existiam muitos cupinzeiros de barro.
Inesperadamente, o fazendeiro e seu vaqueiro ouviram aquele zumbir muito forte e deduziram ser um enxame de americanas vindo de lá pra cá.
Com isso, se preveniram, escondendo-se seguramente para evitar o ataque delas, ficando os porcos e outros animais a pastarem, correndo um risco danado de serem mortos pelo enxame.
Quando o perigo foi afastado com a passagem dos insetos nada dóceis, o fazendeiro foi olhar se tinha acontecido algo com os porcos. Não é que deu por falta de um porco de uns 60 quilos, levado pelas abelhas. E ficou sem nenhum vestígio de onde encontraria o animal desaparecido.
Disse que o enxame devia ter confundido o porco preto com uma casa de cupins, onde poderia se acomodar. Mas o efeito foi ao contrário.
Como diz um velho dito popular: "O mentiroso faz dois esforços: mentir e segurar a mentira".
Será que essas abelhas fizeram linguiça deste porco preto?!
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