Nelson Bandeira
Hoje, em pleno século XXI, é muito difícil se conduzir a vida pública satisfazendo a todos e a tudo, até porque os problemas gerados são maiores do que as soluções.
A gestão pública corresponde a um intenso aprendizado sociocultural que nos ensina a agir conforme as prescrições de cada gênero.
Por isso, não dá mais para chorar o erro cometido, ou o que vier a cometer, ou seja, jogar o lixo debaixo do tapete.
Os confiadores (população) e confiados (gestores) dos bens públicos têm que ter muito cuidado para não cair em certas esparrelas praticadas e sem jeito para consertar e não ter o remédio certo para estancar todo esse destempero.
Os confiados têm que sair de seu bem-estar, gabinetes, do ar condicionado, e irem a campo verificar presencialmente como as ações de seu comando e responsabilidade estão funcionando, sejam estruturalmente, fisicamente ou profissionalmente, especialmente na área educacional e da saúde.
Evitando, assim, que a casa caia e que seus aprendizes e futuros profissionais escrevam "saco, cupu e coco" com "Ç".
O pingo maior do chuvisco recai para cima do gestor principal, pelo que o conheço, não admite esse tipo de tempestade e tampouco da intempestividade de certas infantilidades cometidas.
Se o confiado da pasta conjugasse o verbo CONSERTAR (ajeitar), provavelmente a ação não se tornaria num CONCERTO musical inserida em quase toda mídia, prosando esta nota: "Não gostei daquele último Concerto, pois as músicas eram feias".
Como feia foi a decisão a bel prazer fazendo ingerir produto fisioterápico direcionado ao profissional denunciante, que pela indignação do momento vivido e sob o murmúrio e flagelos de seus aprendizes ilustrou a situação em tela.
Deve-se sempre usar a consoante "S" em Consertar antes de derramar o leite in natura vencido na administração pública. A profilaxia é a recomendação periódica para qualquer gestor.
Edição Nº 14552
Não dá mais para esconder o lixo
Nelson Bandeira
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