Nelson Bandeira

A morte não manda recado. Ela se apresenta traiçoeiramente; pérfida, não escolhe cara e nem posição social; deslealmente se mostra deixando o rastro da dor e da saudade a amigos e familiares.

Em julho de 2012, conversamos na casa de meu pai, e o Washington Plácido fazia planos para o ano de 2013, sem imaginar e/ou prever que estava se aproximando dessa fatalidade tão dolorida e tão incompreensível – morrer sem ver o sol de inverno do Ano Novo de nossa Imperatriz.

Sobe mais um amigo para o andar de cima. Com certeza, receberá as luzes celestiais e as bênçãos eternas do poderoso DEUS. E deixará a palavra de conforto aos amigos e especialmente aos familiares, dando-lhes forças suficientes para suportarem essa separação definitiva.

Infelizmente, com a morte traiçoeira não tem choro, nem lamentos, mas fica uma chaga aberta para todo o resto de uma vida.

Prazerosamente convivi tempo suficiente para consolidar nossa amizade, nosso respeito, nosso entretenimento, sempre brincalhão diante dos cenários encontrados pela frente.

A matéria humana se foi. Mas deixou histórias e lembranças impagáveis para aqueles que detinham sua amizade, feita sem interesses pessoais.
Finalmente: “Se eu morrer antes de você faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com DEUS por Ele haver me levado.” (Vinicius de Morais)

Descanse em paz, amigo Piçarra! (Na nossa intimidade).