Cuidado, tem um cidadão de boa aparência, exímio comedor de caranguejos, um perfil que imprime uma impressão de um bom conselheiro; mineiro, por sinal gosta de pescar, e mentir degustando qualquer coisa, que na maioria das vezes espera que seus ouvintes acreditem nos dizeres – tem uma moralidade de mentir invejável e incomparável.
Uma razão para que a mentira possa persistir como estratégia em ambientes sociais de qualquer gênero. Sempre faz sem qualquer receio.
Pois é. O nosso estimado personagem faz lembrar a Fernanda Timbira, quando preconizou: “O dia passa e sou novamente sentenciada por lábios mentirosos”.
Não é que degustando um crustáceo, de corpo protegido por uma carapaça, cinco pares de patas, triscando num molho de vinagrete, bem apimentado, o homem se desanda para o lado obscuro da mentira.
Falando de sua cidade natal, lá nas Minas Gerais, contou que numa pescaria, ele e um companheiro, dominaram dentro d’água um jacaré-açu medindo aproximadamente três metros, dizendo que foi uma luta terrível.
O homem do bigode, que esconde atrás dele muitas coisas inusitadas, segurou o bicho pelo lado da cabeça e o amigo pelo rabo, e o imobilizaram por completo.
Quando arrancaram o réptil da água, tinha cinco jacarezinhos mamando, dois escapuliram e três ficaram agarrados nos peitos da mãe. Que coisa linda essa aventura, com distúrbios neurológicos!
Às vezes uma pequena nuvem esconde o sol. É o caso do bigode dele, quem assiste a estória, cai bonitinho no conto do labioso.... É igual tapia no jogo de tampa em porta de mercado.
Biologicamente, a ciência deve ficar contrariada com o significado das mutações, em saber que jacarés e cobras estão amamentando seus filhotes – são ovíparos, segundo comprovação científica, e não mamíferos, como deseja o homem do bigode mentiroso e conquistador de confiança.
Olha amigo, você, como bom leitor, é recomendável recapitular Aristóteles: “Que vantagem têm os mentirosos? A de não serem acreditados quando dizem a verdade”.
Cuidado Bigodudo, meça tuas palavras!