Nelson Bandeira
Em memória do saudoso amigo Aldeman Costa, quando participamos de uma campanha eleitoral nos idos de 1969, pelo então MDB, lutando para sermos representantes no Legislativo Municipal de Imperatriz.
Os nossos objetivos eram os melhores possíveis, até porque não existia o danado do dinheiro dos salários e das mordomias. Era o prazer de trabalhar pelo município, mesmo.
Com isso, colocamos nossas ideias em prática e nossa juventude para o grande teste eleitoral daquele pleito.
O grande ajuntamento de gente só acontecia nos comícios realizados em pontos estratégicos, objetivando o convencimento através da oratória de cada pretendente.
O mais importante era que não havia xingamento do pai ou da mãe de nenhum pretendente, como acontece atualmente, e/ou provocações pessoais. O processo se militava na postura da ação para conseguir a eleição e o voto.
Nisso, eu e Aldeman situávamos em boa receptividade na aceitação do eleitorado da Vila do Frei. O último comício de campanha foi realizado na Nova Imperatriz. Lá, o bicho pegou com as irreverências atiradas por tudo que era lado.
O saudoso candidato, com suas tiradas folclóricas, seus adágios populares, para o sorriso do eleitor e conquistar sua simpatia, vibrava com o microfone na mão. Fiquei a matutar como iria contrapor essas suas prosopopeias para buscar o bendito voto.
Na lista do falatório dos pretendentes, eu falaria depois do comunicador e radialista candidato, até para sorte minha.
Sobrando assim o recurso linguístico para a plateia ouvir. E assim me concentrei e comecei: "Vote Imperatriz: Em Nelson, de Nélson Gonçalves; Bandeira, da Bandeira Nacional; Martins, de Martin Pescador; Neto do meu Avô".
Aí ele, com toda sua simplicidade e até por gozação, e simpático com suas toadas e colocações, foi repentino em dizer: "Bandeira, perdi a eleição por causa desse refrão caseiro".
E realmente fui o segundo colocado do MDB, com 571 votos apurados, dos 5.113 votos de legenda válidos. O primeiro mais votado foi Freitas Filho.
Nossos representantes do MDB - para rememorar o passado - ficaram assim constituídos depois do pleito: Freitas Filho, Pedro Guarda, Chico Cabelo Fino e Nelson Bandeira. Só está faltando eu para compor a bancada no parlamento celestial - os demais já se encontram lá e foram bem recebidos pelo presidente da Casa, Senhor Deus.
Só nos restam muitas saudades e lembranças dos companheiros que tanto se dedicaram ao desenvolvimento de Imperatriz.
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