Nelson Bandeira
Então!... Quando jogávamos futebol de salão, hoje futsal, uma seleta turma de amigos, profissionais liberais, nos encontrava às segundas, quartas e sextas-feiras, das 6 da tarde às 8 da noite, no Ginásio de Esportes do SESI, para praticarmos esse esporte e colocarmos o papo em dia.
Foi, na realidade, a pelada mais famosa que Imperatriz já teve; além da união pessoal de todos, rolava sempre, às sextas-feiras, um pagode com muita cerveja gelada e churrasco do bom.
A festa de confraternização abalava a sociedade pela organização, pelas variações de comidas e tantos outros complementos, tudo a custo zero para os convidados.
O local do evento acontecia sempre na área do Parque Aquático do SESI, ao ar livre, onde o deleite varava madrugada adentro.
Do conjunto musical, vivos devem restar apenas uns dois – o restante está fazendo parte do coral celestial.
Os apelidos conceituavam de maneira respeitosa, recíproca e hilária. Como lembrança de relacionamento interpessoal, me passam na cabeça: Macaco Mole, Grampola, Nariz de Sunga, Couro de Preguiça, Mala Velha, Barão (mucura), Palmo e Meio fora o Vermelho, Pantera Cor-de-Rosa, Pote, Velho da Piteira, Bufa Branca, Papagaio de Puta, Cabano, Piçarra, Carajá, Saruê, Bodão e Zé do João.
Talvez tenha sido a única pelada que, nas festas de confraternização, se fizeram presentes governadores, senadores e deputados, pelo que ela simbolizava para a sociedade e a grandeza do evento.
Dos personagens que figuravam como parte integrante desse cenário esportivo/sociocultural, muitos já foram para o Oriente Eterno, mas ainda resta uma meia dúzia para contar a estória.
Fato que, do passado, só nos restam lembranças. E que lembranças!
Arremato, dizendo: “Saudade da presença e até da ausência consentida”.
Edição Nº 14643
Lembranças de velhos apelidos
Nelson Bandeira
Comentários