Nelson Bandeira

Existe um acúmulo exagerado de medidas combativas e normas regulamentadoras para disciplinar ambientes noturnos de sua cidade.
Se tudo isso funcionasse na prática, evitaria muitas tragédias, muitos desconfortos e muitas perdas irreparáveis.
Mas não. As ações de compelir alguém e fazer algo pela aplicação da própria jurisprudência são muito difíceis. É caso inédito, salvo depois do acontecido e caracterizado danos pessoais e materiais. Como foi a grande catástrofe de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Agora faça uma avaliação dos ambientes existentes na cidade de Imperatriz, onde as leis e outras normas regulamentares são ignoradas e desrespeitadas acintosamente.
Que, na verdade, é um barril de pólvora. Tem hora para começar, mas não tem hora para terminar. Fica simplesmente a critério do público-alvo.
Para certificar-se disso, faça uma peregrinação, embora voluntária, nas boates, casas noturnas, clubes, Beira-Rio, consolidando um verdadeiro paiol em que o perigo tá circundado e sendo jogado pelo ladrão. O que interessa mesmo é o dinheiro para quem movimenta a noite.
Quando os frequentadores saem desses ambientes, quase todos atochados pelo álcool ou drogas, fazendo zig-zag em seus carros, com toda certeza de não encontrar nenhuma blitz policial depois da zero hora da madrugada, para ao menos intimidá-los!
Será que existe algum regulamento e/ou determinação superior para que os militares não façam esse tipo de atividade nessa hora da noite? Só o comando pode responder.
É claro que a repressão causa insatisfação para a família quando se depara com esse tipo de vexame, quando alguém se encontra incriminado por ter ingerido álcool ou outros estimulantes e dirigir nessas condições contraditórias.
O refreamento é necessário e importante na vida de cada ser humano. Depois do leite derramado, a conclusão traduz o tamanho da besteira praticada com o afã de satisfazer-se na orgia da noite.

Cícero já profetizava: "É o azar, não a prudência, quem rege a vida".