Nelson Bandeira

Oh! São Miguel Arcanjo, protegei a imponência dos guardas municipais de Imperatriz.
O contingente, pelo visto, é pequeno, mas anda mais paramentado do que o Mujuba daqueles tempos idos, além de brasões e divisas.
Andam impecavelmente da mesma forma como faz a Guarda Suíça, que protege o Santo Papa. Pense numa pinta!
Olha que o perfil do distinto chama a atenção. Vestido naquela farda cor de zinco, óculos escuros como mafioso siciliano. Trazendo na cintura um coldre bem arreado, com um suporte de couro, como se estivesse carregando uma parabela - mas não é, são dois blocos para expedir multas aos infratores. E, por sinal, são bastante zangados, com o bico empinado como um guaxinim enfezado.
Portanto, é isso mesmo. O Vaticano tem seus idolatrados soldados suíços. Prefeituralmente, também tem seus petulantes guardas, para guardar não sei o quê! Agora, para multar são sapientíssimos guardiões.
E o pior de tudo: todos eles exercitam suas atividades no trânsito, e nesse naipe, tem deles que não sabe nem dirigir e tão pouco habilitado para a tarefa.
O porquê disso? Muitas vezes, o distinto sabe ler e não sabe escrever; outra sabe escrever e não sabe ler.
E é legitimado a fiscalizar o trânsito... É do trânsito, mas não sabe dirigir; sabe dirigir, mas não sabe as leis do trânsito. Que beleza! Que diferença faz no mundo de hoje!
Agora são pintosos, são faceiros... É uma verdadeira autarquia de autoridade e poderes. A chefia sempre prega antes de ir ao campo para começar o trabalho, saindo de seu gabinete arrepiado igual gato diante de cachorro só de frio do ar condicionado.
“Você, guarda, se arrisca no período mais perigoso do dia para nos dar tranquilidade” – multas e mais multas... O cofre fica agradecido, pelo belo trabalho.
Eles têm olhos de águia em corpo de coruja e tem ouvidos afiados no conturbado trânsito urbano de nossa cidade.
Motorista... Se não dá pra ti, não aperreia!