Nelson Bandeira
Quem já é daqui sente isso. Faça no cômputo geral de quem sai e chega à nossa cidade pela via aeroportuária local.
Fizeram com todo alarde uma reforma paliativa para fixar uma imagem com condições melhores e visualização para o viajante que usa aquele terminal em trânsito para suas atividades de negócios profissionais, de turismo e/ou lazer, com menor espaço no tempo da viagem.
No entanto, à noite, especialmente com os voos noturnos entre 11h30 à meia noite, naquela estação não tem sequer uma televisão para o entretenimento do passageiro que paga uma passagem muitas vezes com preços escorchantes para usufruir seu direito de ir e vir.
Além de tudo, entendemos que é um local público e deveria ser dotado de instalações e facilidades de apoio com infraestrutura condizente com o ambiente. Mas muita coisa deixa a desejar como o caixa eletrônico 24h, que fica mais em pane do que em funcionamento.
O ambiente onde se fornece alimentação é muito acanhado e os preços são exorbitantes, o que de sobremaneira assusta os transeuntes, a começar pela venda de um copo de água ao valor de dois reais. A verdade é que nem todos os viajantes têm condições de lanchar.
Antigamente, pobre nem sonhava em passar perto de aeroporto porque não dispunha de meios financeiros e roupas apropriadas para isso. Hoje, é o contrário, existem tantas promoções que viabilizam trocar ônibus pelo avião e fazer boa viagem. Não vão nus que são proibidos, mas os trajes exuberantes e desejos são concebidos.
Finalmente, a iluminação da pista que dá acesso ao aeroporto devia ter uma melhor qualidade; o asfalto da pista de rolamento está todo ondulado, igual casca de inhame - queira ou não queira, a saída e entrada aeroportuária é um dos cartões de vistas da cidade. A impressão é a primeira que fica. Ou seja, a pior.
A insuficiência de telefones públicos nas áreas correspondentes é outra das tantas faltas de nosso aeroporto. Uma parada de ônibus nas imediações, porque nem todos têm dinheiro para pagar 50 reais de táxi para o centro da cidade. São opções que o consumidor deve ter. Infelizmente, nossos representantes públicos parecem que sofrem de miopia diante de certos fatos que merecem uma atenção melhor.
Os impostos que pagamos são para ser revestidos nisso tudo, mas é um tormento adoecer ou morrer com a esperança de que nada disso vai acontecer. Nosso Legislativo começou com nove, passou para treze, para dezenove e agora vinte um, para fazer o quê?! Talvez se tire um ou dois que pensem nessas melhorias. No posto de cima, não é preciso nem falar... É só tirando fotografias coloridas com prefeitos, para a posteridade. Salva-se pouquíssimo quem tem essa preocupação, quase não é notado.
E a imagem de nossa cidade não é das melhores! O desafio de Imperatriz é a vontade de fazer, é somente isso.
Edição Nº 14724
A imagem não é das melhores
Nelson Bandeira
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