Essa veio de um amigo que se encontrava num botequim lá pras bandas do Buraco Fundo, bairro localizado depois do Cemitério Velho, o São João Batista, onde não falta pé inchado nas redondezas.
Certo que me ligaram para contar, e também me convidando para “in loco” comprovar o fato de uma galinha, acompanhada de um galo, que bebem cerveja com tanto gosto que levantam as cabeças e cacarejam de satisfação, ensaiando um strip-tease de penas.
Com um, porém, respeitoso: a galinha só bebe depois que seu companheiro galo prova o primeiro gole, para saber se é Brahma ou Skol, acompanhada de seu cocoricó de prazer pelo uso da bebida.
Os fregueses que degustam a cevada maltada têm que encher o copo do casal de aves, que desfila faceiramente na porta do ambiente para ciência de todos. Entretanto, uma triste constatação: futuramente, antes de irem para a panela terão que fazer o teste do bafômetro aviário.
Como o apocalipse do planeta, prever todas essas mutações, muitas delas incompreendidas, mas que gera fatos e ficções, cabendo a cada um o entendimento que lhes convier sobre o assunto.
No terreiro onde galinha embriagada manda, até o galo canta fino... Galinha velha dá bom caldo, mas são as frangas novas que fazem o galo cantar! E farreando, então!...
Mas é isso mesmo. Quem é lerdo não come pirão.