Nelson Bandeira
Viajando do outro lado de lá, e de volta pro presente, para hilarizar um pouco, que ninguém é de ferro e segredo um dia é contado.
Naqueles tempos, era o mesmo que andar sozinho no escuro neste túnel do tempo.
Como as coisas mudaram! Especialmente, quando se trata de qualquer substância a que se atribuem propriedades estimulantes sexuais.
O mercado farmacêutico, hoje, oferece vários tipos de produtos, como genéricos para aliviar a dor dos sinais de que seu órgão não sente mais nada de atração para satisfazer sua parceira.
Antigamente esse meio não existia, e tinha que se recorrer à rapa da rapadura, misturada com amendoim torrado e farinha de puba, e/ou frutas, alimentos afrodisíacos, como catuaba, ovos de codorna, alho, abacate, gengibre.
Certo que um amigo passava por esse trauma que o deixava cabisbaixo diante de sua companheira, com seu Bibinha em estado de coma, servindo somente para urinar.
Não é que uma pessoa amiga lhe aconselhou a comer um abacate, vindo do sul, entrado naquela época no mercado, de bom tamanho, pesando mais de um quilo de popa. Que degustasse uma hora antes de deitar, a fruta originária das Ilhas Canárias e do México.
O dono do morto-vivo Bibinha,ficou com suas esperanças renovadas, pois já dormia em rede por cima da cama do casal, totalmente frustrado e cabuloso.
Aí o distinto conseguiu o fruto e avisou logo à Dona Encrenca. “Provavelmente hoje, o Bibinha vai ressuscitar”. Ela já bem contrita, lhe disse: “Que bom, quando tiver no ponto me chame”.
Fruta amassada com açúcar e farinha, e já dentro do bucho, esperando somente os efeitos colaterais.
Expectativa aqui, outra acolá... Rede balançando... Não é que veio repentinamente uma dor de barriga de lascar, que não deu tempo nem de ir ao banheiro. Chamando a companheira, e ela perguntando: “Está no ponto?”. “Não, estou todo é c...”.
Não teve jeito, foi para o entereviofórmio e chá do olho da goiabeira.
É amigo, fique como disse o filósofo das decepções: “Eu sou tão sua, que merda, eu sou tão sua!” Mesmo assim.
Edição Nº 14649
Fruta afrodisíaca
Nelson Bandeira
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