Nelson Bandeira
Que coisa linda foi a abertura do programa televisivo dos candidatos pretendentes ao Legislativo Municipal da terrinha promissora; com uma quantidade muito interessante de partidos políticos solidários. Nesse cenário, salvam-se pouquíssimos interessados e vocacionados para esse certame. O restante é uma só paródia, com a verdadeira tapiagem de variadas matizes.
Se todos conseguissem ser eleitos, teríamos uma Câmara dinâmica, com lirismo sociocultural, com certeza lembraria aquelas noites enluaradas, com cânticos seresteiros, violeiros, pensadores, repentistas, porque em muitos deles correm na veia a "verve" literária como se fosse na Grécia Antiga - teatro a céu aberto.
Meu Jesus amado! É tanta bondade, dedicação, preocupação e luta que faz lembrar e rememorar o filósofo Aristarco, que trabalhou "Sobre o tamanho e a distância do sol e da lua". São uns verdadeiros neocentristas (de mesmos hábitos e costumes), de engodos para falsear promessas e versar idolatrias (é o ato de fingir que se tenha qualidade), na tentativa de ludibriar seus amados eleitores. Não são todos, mas existe um bocado.
Já procurei, vasculhei, pesquisei sobre os Livros Sagrados para saber se Deus foi eleitor, se foi registrado em algum partido político, se exerceu algum cargo público... Não vi nada sobre isso. Sabe por quê? Porque o que tem de candidato pedindo voto em nome deste Supremo Rei não está escrito em nenhuma tábua sagrada.
Ele, como grande árbitro do universo, cremos que é totalmente contra a pregação da mentira, da ludibriação popular; como um paradoxo momentâneo que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Ele tem visto muitos estragos feitos pelos "Cachoeiras" da vida pública, com certeza. Ele está com o juízo cozido de tanto blábláblá...
E sem falar nos nomes sugestivos para uma brilhante campanha: Caxumba, Pelego, Mariposa, Mosquito, Tapioca, Acheropita, Amável Pinto, João Cólica, Bezerrinho e por aí vai.
O tanto quanto a nossa democracia é contemplativa, ao ponto de uma autoridade saudar um presidente de Câmara, dizendo: "Excelentíssimo, Senhor Presidente Amável Pinto...". Que lindo! É efervescente para o contexto histórico da política brasileira.
Sejam todos felizes!!!
Edição Nº 14495
Eles são todos maravilhosos!
Nelson Bandeira
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