Desfraldam campanhas e mais campanhas sobre o meio ambiente – comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas da Terra.
Não conhecer e ignorar o trabalho dos ambientalistas seria irrespondível qualquer questionamento sobre a matéria.
Mas a indagação que fazemos sobre o tema de preservação ambiental é o emprego do seguinte vocativo: “É cruel ver a liberdade engaiolada. O compraz em fazer sofrer, presenciar é compartilhar com o sofrimento – maltrata impiedosamente a natureza e os seres vivos”.
Olha só, quem tem sensibilidade e também comportamento prestativo humano, a crueldade para com os animais presos nesses depósitos de pássaros e outros das mesmas espécies, engaiolados, com temperatura a mais de 37°C à sombra, amontoados sem critérios, o sofrimento é inaceitável.
Pássaros oriundos do Brasil são terminantemente proibidos e é crime inafiançável, tanto para criar, manter, domesticá-los... Os outros pássaros, vindos de outros países, chegam liberalmente para ficar retidos nas gaiolas e depósitos, que só vendo para crer, espalhados pelas redondezas afora.
E esses locais chamados criatórios têm galos, galinhas, gatos, cachorros, preá, é uma miscelânea só... Qual a origem? Só não cantam o hino brasileiro e nem falam, porque não ensinaram.
Os nossos pássaros e outros animais silvestres estão guarnecidos pelas autoridades designadas, com escopetas, pistolas, algemas, inquéritos e cadeias disponibilizadas para os infratores.
Ainda bem que os médicos já diagnosticaram que o consumo de carne de paca, capivara e tatu tem muita reima que dá até remela nos olhos de boneca. E doença venérea recolhida vem à tona. Aí o bicho pega!
É penoso estar sempre no começo da vida. Mas essas são as controvérsias. Principalmente em se tratando de flora e fauna.
É preciso ter condescendência e prescrição do espírito que faz ceder aos sentimentos, aos desejos das normas e da constitucionalidade sistêmica e doutrinária do processo preservativo.
Caso contrário, a vaca vai para o brejo.
Edição Nº 14310
É cruel ver a liberdade engaiolada
Nelson Bandeira
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