Nelson Bandeira

Digamos que seja um processo de transformação, ou seja, uma metamorfose na vida das pessoas. Será?
É espelhado nisso que a inspiração provoca em dizer que os cantores de ambientes familiares vocalizam músicas com expressões românticas, apaixonadas, puxadas, como se diz na gíria, do fundo baú.
E muitas delas com o tema de abertura, depois do deguste de várias brejeiras, entoa este refrão: "Sha, lá, lá, lá, hey! Sha, lá, lá, lá, hey!/Tá lelé da cuca/ Tá lelé da cuca/ minha empregada até parece / que é maluca".
Éramos quatro. Dois já foram para o espaço infinito, levando instrumentos, um cavaquinho e um pandeiro; integrando-se ao coral dos querubins e serafins.
Ficando somente duas vozes solitárias, acompanhadas pelo seu inseparável violão e um afoxé. Fraseando com galanteio para transmitir para seus ouvintes as emoções doces. Leve com sentimentos.
Agora os nossos benditos cantadores estão fazendo seus shows com H2O, para prevenir as cordas vocais, eliminar o açúcar no sangue e evitar problemas gastrointestinais, e... a gloriosa ressaca.
Os efeitos colaterais são em certo momento do delírio musical, vem uma abrição de boca, pedindo para irem aos legumes e iguarias cheirosas (mesa de jantar e frios), para locupletar seus apetites de um bom marisco.
Como bem salientou Beijamim Disraeli: "A juventude é um disparate, a idade adulta uma batalha, a velhice uma saudade".
Pois, amigos do H2O, o mesmo autor distribuiu bem esse novo gesto de comportamento festeiro. "O homem passa por três idades: a tolice da juventude, a luta da idade madura e os remorsos da velhice".
É o caminho, meus saudáveis músicos e cantadores, segurem bem a corda da Rebeca!