Nelson Bandeira
Tudo que se pratica na vida se corre riscos de acidentes, é claro. Agora, tem aquelas atividades que desafiam os próprios riscos e nenhuma autoridade ou organismos competentes se movem para que as providências cabíveis sejam tomadas com o objetivo de evitá-los.
Só para dar gosto ao texto, nos finais de semanas na Rua Ceará esquina com a Dorgival Pinheiro, malabarista se coloca à frente dos veículos com o sinal fechado para mostrar sua acrobacia com três facões rabo de galo nas mãos.
Cremos que perguntar não ofende: será que as autoridades competentes nessa área autorizaram o artista a usar essas armas brancas para seu trabalho? A palavra está com as fontes de poderes.
Quando um trabalhador é pego portando esse tipo de instrumento cortante, passa por um vexame danado para justificar o uso deste artifício.
Em casos como este podem acontecer acidentes irreparáveis, como um facão desses desprender da mão do apresentador e atingir uma pessoa que esteja por lá passando.
Se porventura haja um desentendimento pessoal, com certeza os estragos vão ser grandes e feios na foto.
Ninguém é contra o malabarista buscar seus trocados, não. Só que deve ser em ambiente apropriado para isso; no caso, o circo ou em outro local condizente e de espécie de competição circense.
Imperatriz é uma cidade sem regras para o exercício de profissionais assemelhados e trazendo um mapa de riscos muito grande; só para arejar as mentes dos que fazem vistas grossas para estes tipos de problemas.
Carros de sons com decibéis além do permitido, churrasqueiras instaladas em todo canto de ruas, toldos de tudo que é elevação com um pedaço de cano galvanizado na ponta à altura da cabeça de transeuntes se acidentarem em nome da desorganização.
O Código de Posturas foi feito para ser guardado como relíquia e adorada no santuário da inoperância, porque a vontade dos infratores é maior do que o imperativo das leis.
Em assim sendo, o barco vai sendo tocado à deriva com águas turvas da indisciplina, com a alegria do que faço o que quero em detrimento às normas e regras para satisfação da perda da entidade cultural e civilizada que campeia com a corda solta na cidade.
Como a controvérsia é uma questão de opinião sobre a qual as partes discordam ativamente - o trabalho que precisa deste instrumento amolado como de um pescador, por exemplo, o facão é apreendido depois de ouvir uma dúzia de palavras humilhantes do aparelho coercivo... A ameaça iminente e tendenciosa com requintes grave e forte continua acintosamente como fator e demonstração de riscos.
Ainda tem gente de boa autonomia financeira que diz: "Moro nesta cidade só porque ela é desorganizada".
Dispense os planejadores. Pare de pensar e comece a agir (Tom Peters).
*Prestigie os festejos de Santa Tereza D'Ávila *
De 06 a 15/10/13
Edição Nº 14818
Demonstração de riscos
Nelson Bandeira
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