Nelson Bandeira
Estive recentemente no povoado Jatobá, mais conhecido como "Espoca Bode," e uma estatística feita por procedimento empírico aponta que 70% da população do lugarejo são do sexo masculino e 30% do feminino. O povoado, por ter tanto macho, tem odor de suor de cavalo.
Quando fitamos no termo "degradação ambiental", é porque o parecer visual de um ambientalista que por lá campeia dá conta de que nas margens ciliares do rio Tocantins, naquele trecho, há abundância de peixes.
Ao observar, se vê logo o ingá, a fava do urucu e a azedinha caindo nas águas, servindo de alimentos para os peixes.
O que não acontece no sentido Imperatriz/Itaguatins, onde há escassez de peixes, também em razão da poluição sonora oriunda dos motores de barcos, avoadeiras e lanchas.
Uma pessoa amiga me falou que, com a instalação de uma fábrica de celulose, muitos farofeiros, metidos a pescadores de finais de semanas, que estão trabalhando naquela empresa, desapareceram dessa atividade com seus apetrechos inadequados e prejudiciais à produção.
Olhe que naquela região há pessoas do mundo intelectual, bem letradas, passando finais de semanas elaborando contos, peças teatrais, poesias e muitos outros babados do mundo erudito; alimentando a mente com a degustação de Ômega 3. Por sinal, estava um personagem versado nas letras, alinhavando neste dia um texto como o nome de "Zé do Bode".
Sempre diga não à degradação ambiental. E se você tiver um tempinho, faça uma visita ao "Espoca Bode", dizem que esse cognome é proveniente do ambiente populacional, tem mais macho do que fêmea, por isso que lá a natalidade é reduzida. E cada mulher só pode parir treze vezes.
"Só quando a última árvore for derrubado, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro." (Provérbio Indígena).
Edição Nº 14603
Degradação ambiental
Nelson Bandeira
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