Nelson Bandeira
Meu Jesus Amado! A euforia irradiava no coração do piedoso freguês, que saiu de casa para tomar uma cerveja bem gelada e depois com a mãe, esposa e/ou a acolhedora sogra almoçar com a família em comemoração ao Dia das Mães. Com certeza, iria degustar uma penosa ao molho e terminou comendo papa de arroz mole.
O efeito do álcool tem dois períodos, um que estimula e o outro que deprime.
Lá no bar tradicional localizado na 15 de Novembro, no domingueiro dia 12 consagrado às mães, se fizeram presentes até ao meio-dia pessoas que degustaram a cevada maltada para abrir o apetite.
Daí, conversas foram feitas, inclusive sobre os guardas suíços que protegem o Santo Papa. Como também o novo procedimento para produzir a testosterona para o homem ter um efeito de ereção mais suave - evitando, assim, engolir atoamente a pílula azul produzida no Paraguai, o mais consumido pelos de melhor idade, sem falar da galera jovem que anda com o cabresto baixo.
O velho coroa proprietário do bar (denominado pelo mão-de-vaca e mocotó inchado de Camelo), fazendo no dia seguinte a assepsia do ambiente, olha o que ele encontra no canto de uma mesa: uma DENTADURA, que com certeza, fez falta no dia festivo das mães.
Será o que ele justificou em casa quando deu falta dos dentes?! Então, o experiente barman ficou a investigar de quem seria essa dentadura.
Por via das dúvidas, colocou-a dentro de um pote de vidro com álcool à espera de seu verdadeiro dono.
E disse mais: "Não se acanhe não, venha buscar seus dentes, que com certeza, nesses dias não está mastigando e sim engolindo a comida igual ganso".
"A língua, por mais afiada que seja, não pode esquecer que são os dentes que cortam".
Edição Nº 14707
De galinha ao molho para papa de arroz mole
Nelson Bandeira
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