Nelson Bandeira

São lamentáveis as atitudes desvairadas de certos seres humanos. Fazendo e praticando com o coração recheado de crueldade e desrespeito ao animal.
Esse foi o retrato falado da "Cavalgada" deste ano. Muitos animais presentes para o brilhantismo deste festejo agropecuário.
Mas fatos que não podem ser ignorados aconteceram talvez provocados pelo excesso de bebidas alcoólicas em que a juventude, a priori, deleitou-se à vontade.
Quem sofreu as consequências de tudo isso foram os animais, como visto e mostrado na mídia, quando dois marmanjos pesando mais de 200 quilos, montados num pobre jumento de estatura fragilizada, fazendo de suas orelhas o cabresto para guiá-lo, com sobrepeso, acima dos limites, fizeram com que "se obrasse todo".
Fui obrigado a pedir gentilmente que tivessem um pouco de consciência e respeito para com aquele pobre animal. Graças a Deus, me atenderam.
Outro cavaleiro, desfilando num lombo de um cavalo, deu-lhe tantas esporadas na barriga que tirou sangue do animal.
Agora o mais chocante é que não se viu nenhuma autoridade constituída para coibir e disciplinar o exagero num festival desse quilate. Todo mundo ausente e desconhecido. Como sempre...
Você não pode beber e dirigir, caso contrário, cadeia e punição severa é certíssimo. Agora, pode beber à vontade e montar nos animais, embriagado, porque não vai sofrer nenhuma penalidade. Pode?!
Outra questão: por que os organizadores do evento não colocam num determinado trecho do percurso até o Parque de Exposições recipientes com água para os animais beberem? Imagine um 'luar' escaldante como o nosso no lombo e na cabeça desses animais?
Não é água da Caema, não, porque ela não atende nem Cristão. É água do rio Tocantins mesmo, através de carros pipas. Fácil de resolver, não é gente!
Outro contrassenso de dar nos nervos: o que têm carroças a ver com cavalgada? Entendo que é um passeio realizado por um grupo de cavaleiros, realizado por motivos religiosos, cívicos ou para uma simples diversão, como é o caso de Imperatriz.
Tudo na vida tem limites. A prática da crueldade é dos prazeres mais rústicos da humanidade. Então, não se podem usufruir as coisas de entretenimentos com tanta indiferença assim.