Nelson Bandeira

Parece que sim. Quando se passa pelo Mercado do Peixe, na Beira-Rio, fica a impressão com o sinônimo de que as coisas deveriam acontecer, não acontecem, por motivos ainda desconhecidos, porque é tanta lengalenga que ninguém sabe o começo do fio da meada.
Aquela cabeça de burro enterrada naquele prédio parece ter a pedra fundamental do abandono da atividade privada com o habite-se do poder público... Horror!
A construção do prédio do aludido Mercado do Peixe, quanto à liberação de recursos para fazer face ao custeio da obra destinada como centro de apoio aos pescadores, está igualzinho o dinheiro da Serra Pelada - o sumidouro se encarrega de desaparecer com ele ou ele perder-se com o tempo.
Os protagonistas desse decano projeto, vixe!, enchedores de linguiça, ainda, não possuem nenhuma definição... Ou seja, são os chamados enfiadores de peido em cordão.
Até pastor evangélico na condição de ministro da Pesca já veio e urinou para os olhos que não viram nem jamais o coração sentiu nem os ouvidos ouviram promessas sem fim.
Vistos e bem examinados, parece ser um caso sem efeito e sem remédio. Quando os representantes dizem que o dinheiro está liberado, a Colônia de Pescadores, que não é  perfume, não possui a documentação comprobatória. A enchente do rio Tocantins de 1958 levou tudo de água abaixo e os que sobraram, as traças e os cupins devoraram.
A Colônia continua funcionando dentro de uma tapera (aldeia extinta). "São promessas, são pessoas, e as mesmas verdades ao contrário que me fazem ter medo de mudar" (Edilton Frota). E assim continua.
Ah!, estão elaborando através da iniciativa privada a entrega a todos os operários da pesca (tão logo se receba a chave do Mercado do Peixe construído), como símbolo de reconhecimento, o Anel do Pescador, como sinal da atividade pesqueira e alusivo ao seu protetor São Pedro.
Só está faltando esses operários da pesca dizer ao seu insubstituível presidente da Colônia: "Tu és Pedro, e sobre este terreno edificaremos nosso mercado para o exercício de nosso trabalho". Quando? Tão logo a Serra do Bate-Saco roncar.
Mas o gestor é muito contrito. Deus, o que estou falando mesmo humano e imperfeito como eu, no caminho a vida me pregou mais uma peça que não está sendo fácil de superar. Mesmo assim, não deixarei de confiar nas novas promessas de 2014.
O dirigente máximo e quase perpétuo, porque ninguém quer o cargo que administra, é só peixe com muita espinha... Especialmente quando está sentado se alimentando com uma sardinha gata com farinha de puba. A imagem é de um presbítero em potencial no trono  indesejado por muitos.
Não te preocupe, o máximo que os pedidos que já estão nos altares e sacristias, faltando somente o milagre acontecer como formas sacramentais.