Existe uma instituição amada por uns, porém odiada e demonizada por outros. Será coisa de Deus ou do demônio?
A curiosidade é porque a pessoa que se integra a essa sociedade tem uma sintonia a ver com a mitologia do BODE como seu confidente. Como o bicho não fala, o confesso fica mais seguro de que seus segredos serão mantidos.
Então, a filosofia é discreta – aquele que não fala sabe guardar segredo. Voltemos em 1808, na França, quando tudo começou. Essa instituição era um fator pensante na sociedade. Seus inquisidores diziam a seguinte frase a seu superior: “Senhor, esse pessoal parece BODE, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”.
Nos atos iniciatórios, nos jantares sempre eram servidos carne de BODE; fazendo, assim, parte desse ritual.
O templo localizado na Praça Tiradentes era cercado no passado de grades de ferro, tendo os curiosos a visão do que ocorria na sua cercania externa do prédio.
Num certo dia de festa, foram mortos cinco bodes. No meio deles tinha um todo preto, o qual deixaram para sacrificar por último.
Como obreiros usam nomes simbólicos para certas ocasiões, escolheram um e o denominaram de Terrível - era o encarregado de matar o bode preto. Na hora exata e crucial de meter o cacete na cabeça do animal, errou a mira, cortando a corda que imobilizava o animal. Este, solto, passou a correr na área que circunda o prédio do templo.
Nisto, os curiosos começaram a gritar: “Olha, o BODE PRETO da maçonaria se soltou!”.
Com muita luta, se conseguiu pegar o bicho. Um companheiro correu tanto que levou uma topada, esfolando a unha de um dos dedos do pé.
O bom de tudo isso é que ficou para os desejosos que realmente a maçonaria cria, e bem criado, um BODE PRETO. Essa festa está cheirando a bode! Quer dizer, essa festa está cheio de maçons.
Hoje não se come BODE como antigamente.
Edição Nº 14390
Bode preto causa espanto
Nelson Bandeira
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