Nelson Bandeira

A expressão do título do texto conota que no meio do pessoal que frequenta aquele ambiente, sabe-se que lá não se vende e nem se faz tira-gosto. Mas, se come quando fazem e levam para o deguste acompanhado do precioso líquido bem brasileirinho, a cerveja.
Mas sempre tem aqueles que não trazem nada, mas de contrapartida jogam poucas e boas indiretas.
Num domingo desses, desce de um carrão preto um personagem que, ele e o carro, pareciam mais com um mensageiro da paz; dirigiu-se aos degustadores soltando essa: "Aqui está parecendo mais com um bar de camelos!".
E para completar seu belo raciocínio lasca essa:" Nunca viu tanto liso juntos". E chegando mais, completa o dono do ambiente.
Alguém questiona o por quê? Porque aqui nesse bar não se come e nem se bebe nada.
A turma olhou bem para ele e o batizou logo de "pé de elefante" e "barriga periférica".
Como diz um velho provérbio: "O espirito de porco é o que há de mais destrutivo no ser humano. De largada, já vitima dois inocentes: o espirito e o porco".
Esse rapaz é gente boa. Quando sai de casa aos sábados e domingos vai buscar no seu criatório peçonhento dois filhotes desses animais: no bolso direito coloca uma jararaca, e no esquerdo uma coral, para não meter a mão nos bolsos, com medo de ser picado.
Tem outro que é uma dificuldade pra tirar o real do bolso, o dinheiro ele traz dentro de uma minibíblia e coloca só uma nota, mas bebe todas que lambe os beiços.
Vamos ficar por aqui verbalizando o que disse David Rains: "A fermentação da cerveja foi a maior invenção do homem depois do fogo".