Que saudades o Aspirante tem dos últimos voos dos Búfalos da FAB, lembrando quando um deles o transportava para o Estirão do Equador, em missão militar.
É fato o que historiamos neste texto, sobre a vida pregressa de um Aspirante do Exército Brasileiro, responsável pela garantia da saúde bucal do 4º Pelotão Especial de Fronteira.
A generosidade e sacrifício desse Aspirante chegam ao ponto de mostrar para seus superiores hierárquicos o apego, a veneração e a bondade de servir a Pátria com a inclinação exemplar em defesa de seu país.
Certo que teria que ir quando Aspirante ao Estirão do Equador. Com esse propósito deslocou-se ao aeroporto de Val de Cans, em Belém, no estado do Pará, onde embarcaria em um Búfalo até aquela região fronteiriça do Brasil (Bolívia e Paraguai).
Só que quando se dirigia à aeronave militar, foi informado que a mesma estava com a sua carga limite, impossibilitando a condução do dedicado Aspirante.
Nesse ínterim, o comandante e o aspirante saudaram-se militarmente. Foi quando o piloto condutor do Búfalo perguntou ao almejante oficial porque pretendia viajar para aquela região. Respondeu: “Para integrar-se ao grupo de profissionais de saúde que prestam serviços naquela fronteira”.
O comandante, muito comovido pelo esmerado interesse, perguntou ao aspirante quantos quilos ele pesava. “53 quilos e meio”, foi a resposta. O oficial então chamou um soldado que fazia parte da tripulação e mandou que retirasse um saco de feijão preto de 60 quilos para que o Aspirante pudesse embarcar para o Estirão do Equador.
O Aspirante, fardado, desfilava garbosamente no 4º Pelotão, e especialmente, em datas comemorativas conduzindo sua espada, um pouco atravessada, porque verticalmente era quase de seu tamanho em altura.
Era um Aspirante muito duro nas suas decisões... Para posicionar-se sobre esse fato, desejou comer um cozido de carizada (um peixe cascudo para quem não conhece). Mandou três soldados pescarem no igarapé Serraria, um pouco desses vertebrados para degustar à sua maneira.
Pois bem... Os soldados foram e pegaram tantos caris que deu para encher uma canoa. E chamaram o Aspirante para entregar a “encomenda”, como se estivessem fazendo uma boa ação.
Ah!, meu amigo. O Aspirante perdeu as estribeiras... Pense numa autoridade zangada! Passou para os milicos o que não estava escrito no quartel. Mandou tirar os peixes que ia comer e mandou os soldados ensacar o restante em sacos de estopas para serem distribuídos para os índios e seringueiros de Tabatinga e Letícia. Que castigo desgraçado! Se o homem fosse general estava decretada a prisão perpétua.
O que o nosso Aspirante não aprontou na terra do pium! Sempre empregando a máxima: “Vida, Combate e Trabalho.”
Que sirva de exemplo para a posteridade.
Como ele mesmo gosta de repetir em competições políticas para os adversários: “A paca tá baleada!”.